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Em defesa da Saúde Pública, de Qualidade e Gratuita

A Federação Médica Brasileira (FMB) posiciona-se contrária e critica duramente a proposta de criação do plano de saúde popular encaminhada pelo Ministério da Saúde à Agência Nacional de Saúde (ANS).
A FMB entende que usuário já tem a opção de adquirir planos com valores mais acessíveis propostos por várias empresas no país. Estes planos comprovam pela judicialização, que o acesso à saúde de qualidade e em tempo satisfatório é incompatível com valores promocionais.
A medida também não beneficia o SUS, que continuará sendo o desaguadouro natural de pacientes, tendo em vista que exames de alta complexidade, internações, atendimento em urgência e emergência e hospital dia são alguns dos itens que não receberão cobertura pelo plano popular.
Os médicos também nada têm a esperar desta iniciativa senão remuneração inadequada, e o que é pior, poderão voltar a conviver com pagamento de valores diferentes pelo mesmo procedimento – prática comum antes da criação da ANS.
A FMB entende que a comercialização de planos populares beneficiará apenas os empresários da saúde suplementar e não resolverá os graves problemas enfrentados pela população que busca por atendimento de saúde.
Assim sendo, a FMB reforça que é preciso rever com urgência o financiamento do SUS, aperfeiçoar a gestão de recursos públicos, adotar políticas de valorização dos profissionais da saúde – como a criação da carreira de Estado para os médicos e equipe de saúde, como formas de garantir ao cidadão brasileiro o direito ao acesso integral, universal e gratuito a serviços de saúde conforme prevê a Constituição Federal.

Nota oficial

FMB é contra a proposta de planos populares de saúde
O Ministério da Saúde encaminhou à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) uma proposta de planos populares de saúde. Ao analisar o documento, a Federação Médica Brasileira (FMB) percebeu que os grandes prejudicados serão os usuários destes produtos.
As regras mais flexíveis para aumento de mensalidade dá margem para aumentos abusivos; os clientes não terão acesso a todos os procedimentos constantes no rol da ANS passando assim, a serem clientes de segunda categoria; levarão muito mais tempo para ter acesso a consultas e procedimentos e terão que pagar parte dos custas – a chamada co-participação.
O SUS também não se beneficia porque será o desaguadouro natural na busca pela realização dos procedimentos não cobertos. Neste sentido, causa espécie a nota do Ministério da Saúde que afirma que o governo não apoia os planos populares. Ora, se não apoia, porque os promove?
Os médicos também nada têm a esperar desta iniciativa senão remuneração mais baixa ou, o que é pior, a volta do pagamento de valores diferentes pelo mesmo procedimento, prática comum antes da criação da ANS.
A Federação Médica Brasileira manifesta sua posições contrária e absolutamente crítica à proposta é espera que seja rechaçada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, órgão responsável pela análise e aprovação.

Belém, 10 de março de 2017

Waldir Araújo Cardoso
Presidente Federação Médica Brasileira

Fonte: FMB

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Visita FMB ao Ives Gandra TST

Casemiro Reis Júnior, Ives Gandra Martins, José Erivalder Guimarães e Waldir Cardoso

O presidente da Federação Médica Brasileira (FMB), Waldir Araújo Cardoso, esteve reunido com o presidente do Tribunal Superior de Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho, em Brasília, para discutir situações e problemas graves que envolvem o trabalho médico em todo o país.

Acompanhado do secretário de Finanças, José Erivalder Guimarães de Oliveira, do secretário de Assuntos Jurídicos, Casemiro Reis Júnior e do assessor jurídico da entidade, Gáudio de Paula, o presidente da FMB detalhou algumas questões relacionadas ao vínculo do médico no serviço público.

“O ministro ouviu com atenção nosso relato sobre o trabalho árduo para combater a precarização do trabalho médico. Recebemos rotineiramente denúncias de pejotização da atividade médica, de criação de falsas cooperativas médicas, remunerações aviltantes, de cumprimento de jornadas de trabalho extensas e muitas vezes sem condições e sem remuneração no final do período, e os contratos de boca, que não dão garantia alguma ao médico. Estas situações provocam alta rotatividade de profissionais no serviço público, principalmente nos municípios, e causam não só problemas para a carreira dos profissionais, mas geram mais entraves para o bom encaminhamento do sistema de saúde”, destaca Waldir.

Ives Gandra informou aos dirigentes médicos que tem conhecimento das relações de trabalho que contrariam as leis vigentes e se colocou à disposição para contribuir. “O magistrado nos orientou a apresentar a ele sugestões que contribuam para equacionar o problema, assumindo o compromisso de entregá-las para o relator da reforma Trabalhista. Recomendou também que a FMB incentive os sindicatos de base a denunciarem as irregularidades no Ministério Público do Trabalho (MPT) para assim pressionar o órgão a olhar com mais atenção a essas questões”, acrescenta o presidente da FMB.

De acordo com Waldir Cardoso, a reunião fomentou a proposta da FMB de lutar pela regularização do trabalho médico em todo o país, assunto que será discutido por ocasião do Conselho Deliberativo da entidade que será realizado nos dias 16 e 17 deste mês. “Precisamos do apoio para lutar contra os abusos nos contratos de trabalho praticados contra os médicos e também, com esse tipo de orientação, melhoraremos o foco de nossa atuação. Ao trabalho que há muito o que fazer em todas as nossas bases de atuação”, conclui o presidente.

Fonte: FMB

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Médicos de 14 estados brasileiros participaram na noite de sexta-feira, 27/11/2015, da cerimônia de fundação e posse da Federação Médica Brasileira (FMB), em Belém.

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A nova entidade, que terá como primeiro presidente o médico paraense Waldir Cardoso, já nasce representando cerca de 180 mil médicos de todas as regiões do Brasil, com forte presença no Norte e Nordeste. Os vários problemas enfrentados pela categoria no País e a decepção de grande parte dos sindicatos com a gestão da antiga federação, levou os 14 sindicatos a buscarem uma nova entidade para representá-los nacionalmente.

Em seu discurso de posse, Waldir Cardoso destacou os grandes enfrentamentos da categoria, em nível nacional, e chamou os companheiros à luta. “A hora é agora. Momento de transformar a história da organização sindical médica brasileira, em uma história de homens e mulheres compromissados com a categoria e, sobretudo, com saúde de qualidade para a população brasileira”.

Entres os desafios, ele destacou “a crescente desvalorização do trabalho médico, com grande prejuízo na qualidade da assistência médica; absoluta ineficácia das políticas de qualificação da formação de médicos no país; e a crescente onda de transferência da gestão na saúde pública para Organizações Sociais e Fundações Públicas de Direito Privado”.

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Waldir foi aplaudido por autoridades que se fizeram presentes ao evento, entre elas o secretário estadual de saúde, Vítor Mateus, que destacou que: “Hoje é uma noite histórica para o país. Criar uma Federação não é fácil. E ter um paraense como presidente é motivo de orgulho. Me sinto honrado em dizer ‘conte conosco’. Fico muito grato em estar aqui e digo estamos juntos. Vamos em frente”.

A presidente da Santa Casa de Misericórdia do Pará, Rosângela Monteiro, disse que “esta é uma nova luta que este conjunto de sindicatos se junta para resolver as lacunas que a área da saúde precisa. Desejo, em nome da Santa Casa, que, junto com os sindicatos e a FMB, encontremos alternativas para solucionar as situações do dia a dia na saúde”.

“Atualmente, o sindicalismo brasileiro passa por um momento especial de renovação, com a criação da nova FMB, que permitirá continuar nossas lutas por novas demandas, como a empregabilidade, a globalização e humanização dos serviços e cada vez mais empenhar-se na luta por condições dignas de trabalho” afirmou o diretor Wilson Machado. O diretor destacou ainda que o movimento sindical tem a difícil tarefa de resgatar o papel ativo dos profissionais de qualquer categoria na construção de uma militância que seja capaz de fazer uma leitura crítica da realidade buscando transformá-la.

Também participou da posse, o presidente da Confederação Nacional das Profissões Liberais, Carlos Alberto Schmitt, que destacou o desafio de se criar uma entidade de caráter nacional como a FMB: “Não é fácil criar uma empreitada dessas. Principalmente em uma época onde todas as situações são adversas aos médicos”, disse. “Os médicos estão de parabéns por buscar se organizar novamente numa federação nacional, que vai lutar pelos interesses coletivos da categoria”, acrescentou.

O médico Waldir Cardoso agradeceu as palavras de incentivo e finalizou, acrescentando que: “o nosso objetivo é lutar em prol da categoria médica e em benefício dos pacientes por um SUS de qualidade”.

Além da diretoria do Sindmepa, participaram da cerimônia de posse convidados do Pará e dos demais estados que compõem a FMB: Acre, Alagoas, Amapá, Anápolis, Campinas, Paraíba, Pernambuco, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sorocaba, São Paulo e Tocantins.

Leia, na íntegra, o discurso de posse de Waldir Cardoso, clicando no link: Discurso de posse

Diretoria da FMB:

Presidente: Dr. Waldir Araújo Cardoso

Vice-Presidente: Dra. Janice Painkow

Secretária Geral: Dra. Maria de Lourdes Carneiro David de Souza

Secretário de Finanças: Dr. José Erivalder Guimarães de Oliveira

Secretário de Finanças Adjunto: Dr. Eduardo Luís Cruells Vieira

Secretário de Assuntos Jurídicos: Dr. Casemiro dos Reis Junior

Secretário de Comunicação: Dr. Cyro Veiga Soncine

Secretário de Educação Médica e Formação Profissional: Dr. Márcio José Paiva

Secretário de Relações Trabalhistas e Sindicais: Dra. Edilma de Albuquerque Lins Barbosa

Secretário de Benefício, Previdência e Saúde do Trabalhador: Dr. Aury Jorge Faresin

Secretário de Saúde Suplementar: Dra. Silvana Soraia Gouveia Henriques Martins

Secretário de Educação Médica e Formação Profissional: Dr. Márcio José Paiva

Secretário de Direitos Humanos: Dr. Rodrigo Almeida de Souza

Secretária da Mulher Médica: Dra. Helen Rosane Amoras Melo

Secretário do Formando e Médico Jovem: Dr. Guilherme Augusto Pulici

TITULARES DO CONSELHO FISCAL:

Dr. Eder Gatti Fernandes

Dr. Leopoldo Alberto Back

Dr. Wilson Franco Rodrigues

Suplentes:

Dra. Maria das Neves Guedes Cavalcanti Bezerra

Dra. Nara Neli Torres

Dr. Iron Antônio de Bastos

Fonte: SINDMEPA

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Representante da FENAM toma posse no CNS

 

Foto: Viviana Lira

Representante da FENAM toma posse no CNS
Da esquerda para a direita: Cristiano da Matta, representando a FENAM e Waldir Cardoso, representando o CFM.

 

13/12/2012
A cerimônia de posse dos novos Conselheiros Nacionais de Saúde (CNS) foi realizada nesta quinta-feira (13), pela manhã em Brasília, no auditório do anexo I do Palácio do Planalto. Ao total foram 144 novos nomes indicados pelas suas entidades. Dentre eles, está Cristiano Gonzaga da Matta Machado, que representará a Federação Nacional dos Médicos (FENAM) no próximo triênio de 2012/2015.

Para Cristiano da Matta, presidente do sindicato dos médicos de Minas Gerais, é uma honra representar a Federação nos próximos três anos, “além de tudo, tenho agora uma tarefa árdua em conjunto com as entidades médicas, pois após uma gestão fora, conseguimos de volta a nossa representação no Conselho. O alinhamento das entidades, FENAM, CFM e AMB será primordial para fortalecer o movimento médico”.

A mesa da cerimônia foi composta pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha; Márcio Florentino, secretário executivo do CNS; Pedro Pontual, representando a presidência da república, dentre outras autoridade públicas.

Para Padilha as novas reuniões do CNS tem que ter a participação da população, mostrando a importância do Conselho “o desafio dos novos conselheiros é ter compromisso e responsabilidade com a participação da sociedade, levando a ela todas as informações pertinentes à saúde pública brasileira”, disse.

Waldir Cardoso, que é o diretor de comunicação da FENAM e também conselheiro do CFM, representará o Conselho na nova gestão. Ele afirma que seu papel será de grande responsabilidade, levando ao CNS as principais visões da saúde pública.

“Temos o compromisso de levar à sociedade brasileira a visão e a perspectiva de um futuro melhor em relação ao sistema universal de saúde, ampliando assim, a representatividade médica e do Conselho. O desafio é dar saúde e qualidade de vida para todo o país”, explicou.

Vale ressaltar que Waldir Cardoso ao longo dos anos, durante sua carreira profissional, foi também conselheiro municipal de saúde da cidade de Belém e conselheiro estadual de saúde do Pará.

Conselho Nacional de Saúde

A atribuição do CNS é deliberar, fiscalizar, acompanhar e monitorar as políticas públicas de saúde. É, também, o espaço nacional de controle social e a instância máxima de deliberação do Sistema Único de Saúde (SUS), de caráter permanente e deliberativo. Neste contexto, o exercício da função do conselheiro nacional de saúde é de relevância pública, tendo como missão defender o acesso de qualidade aos serviços de saúde.

O CNS é vinculado ao Ministério da Saúde e composto por representantes de entidades e movimentos representativos de usuários, entidades representativas de trabalhadores da saúde, governo e prestadores de serviços de saúde. Dentre as suas competências figura a aprovação e acompanhamento da execução do orçamento da saúde. É o pleno do CNS que aprova a cada quatro anos o Plano Nacional de Saúde.

E ainda, durante a tarde, a partir das 14h haverá eleição da presidência do Conselho Nacional da Saúde- CNS e da mesa diretora, no anexo do próprio CNS.

Fonte : Viviana Lira ( FENAM )

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Audiência Pública sobre a MP 568

Federação Nacional dos Médicos (Fenam) estima que 25 mil dos 45 mil profissionais de saúde federais tenham aderido à paralisação convocada para esta terça-feira em todo o País. As atividades foram suspensas como forma de pedir a alteração da Medida Provisória (MP) nº 568, de 2012. O texto prevê que os médicos que atualmente mantêm jornada de 20 horas semanais no serviço público, ao ingressar na carreira, tenham que cumprir 40 horas semanais e receber o mesmo salário.

“O Ministério do Planejamento reconhece que teve um erro na medida provisória. Nós vamos corrigir o erro”, disse a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, ao deixar o Congresso após reunião com Eduardo Braga, relator da MP. Caso o pedido de alteração não seja atendido, os médicos federais podem iniciar a primeira greve nacional da categoria no próximo dia 28, informou o secretário de Comunicação da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Waldir Cardoso.

“É uma demonstração de que os médicos estão absolutamente insatisfeitos e exigem a retirada da matéria da medida provisória que reduz a remuneração dos médicos em 50%”, disse Cardoso. “É um acúmulo de forças e um aviso”, completou.

Waldir Cardoso – Sec. de Comunicação da FENAM

Segundo ele, a paralisação de hoje não representa apenas a defesa dos direitos dos profissionais de saúde, mas da população em geral, uma vez que a Fenam considera a redução de 50% do salário dos médicos “um atentado ao interesse da sociedade e do Sistema Único de Saúde SUS”.

“Temos confiança nas palavras das lideranças, do relator, senador Eduardo Braga, que nos assegurou que não vai prejudicar a categoria. Nossa expectativa é muito positiva”, ressaltou o secretário.

Durante a paralisação de hoje, os serviços de urgência e emergência, de acordo com a federação, funcionam normalmente. A dona de casa Conceição Santana, 46 anos, procurou o Hospital Universitário de Brasília (HUB) para dar continuidade a um tratamento contra a obesidade e, apesar de não haver urgência, conseguiu ser atendida. Ela afirmou que, entretanto, sente medo que uma greve geral da categoria possa comprometer o serviço público de saúde.

“Se os médicos entrarem em greve, vai afetar muita gente. Esse hospital é sempre cheio e os profissionais de saúde aqui são muitos atenciosos. Eles também precisam reivindicar melhores salários e condições de trabalho para que continuem atendendo bem os pacientes”, acrescentou Conceição.

Desde 1995, a costureira Odete Ricardo da Silva, 47 anos, recorre ao HUB quando precisa de uma consulta. Hoje, compareceu ao local para um exame de sangue e conseguiu atendimento. “Nem sabia dessa paralisação. Por enquanto, não notei nada de diferente. Eles os médicos têm o direito de reivindicar melhorias na área profissional, só não podem entrar em greve, senão a paralisação atrapalha o atendimento.”

Agência Brasil

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Em caminhada, médicos pedem mais recursos para a saúde com a regulamentação da EC 29

Foto: Taciana Giesel

Em caminhada, médicos pedem mais recursos para a saúde com a regulamentação da EC 29
Durante o protesto, médicos pediram que 10% das receitas brutas da União sejam destinadas ao setor saúde.

Centenas de pessoas, entre elas representantes de lideranças sindicais, dos profissionais da saúde e membros da sociedade civil, se reuniram em Brasília nesta quarta-feira (30), com um objetivo principal: pedir mais recursos para a saúde pública.”Os médicos unificam a bandeira de luta com os movimentos sociais e com toda a sociedade brasileira, no sentido de tentar garantir o financiamento adequado do Sistema Único de Saúde. A FENAM, o CFM e a AMB fazem coro com a sociedade brasileira neste sentido”, destacou o 2º vice-presidente da FENAM, Eduardo Santana.

Durante uma caminhada que teve início na Catedral de Brasília e seguiu até o Congresso Nacional, os manifestantes pediram pelo fim do sucateamento do Sistema Único de Saúde e pela regulamentação da Emenda 29, com 10% das receitas brutas da União destinadas ao setor saúde.

Cerca de R$32 bilhões a mais do que é investido hoje seriam, obrigatoriamente, destinados ao orçamento do SUS com a regulamentação da Emenda, de acordo com o texto do Senado, que é o defendido pelos manifestantes. O governo, que atualmente investe entre 6% e 7% no setor, vem conseguindo adiar a votação no Senado.

“Há uma resistência do governo quanto aos 10% da União para a aprovação. O governo quer a proposta que veio da Câmara, que não acrescenta em nada os recursos para a saúde. O que as entidades médicas defendem é a proposta do senador Tião Viana, que vincula os 10% da União como o mínimo para a saúde,” defendeu o secretário de Saúde Suplementar da FENAM, Márcio Bichara.

“Somente o projeto do Senado vai atender às necessidades de financiamento, e mesmo assim não da maneira global que o Brasil precisa,” complementou o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá.

O vice-presidente da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Eleuses Paiva, entretanto, deu esperanças para os manifestantes ao afirmar que a Emenda 29 deverá ser votada ainda este ano. Ele acredita que o governo irá ceder ao acordo proposto pela oposição que põe a EC 29 em pauta em troca da votação, sem obstrução, da emenda que prorroga a Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 2015, de interesse da base governista. Todavia, ele reconheceu que ainda não há acordos com o Governo em relação à porcentagem mínima que a União deva aplicar no setor.

“Sabemos que, provavelmente, o governo irá apresentar uma proposta alternativa, que não coloca os 10%, mas eu entendo que o momento é extremamente importante para definirmos não só para agora, mas para as próximas décadas, o investimento da área da saúde, por isso acredito que não podemos abrir mão dos 10%,” frisou o parlamentar.

Privatização e terceirização no SUS

Outro ponto que preocupa as entidades médicas é a privatização e as terceirizações no setor.

“A terceirização é uma distorção grave que está em todo o Brasil e nós entendemos que isso prejudica o SUS, porque tira efetivamente da mão do Estado a gestão e a gerência das unidades e, por esse motivo, a FENAM é frontalmente contrária a qualquer tipo de terceirização,” relatou o secretário de Comunicação da FENAM, Waldir Cardoso.

“A FENAM participa da luta contra a privatização das unidades de saúde deste país, contra a transferência de responsabilidade de gestão do SUS. É fundamental que o SUS seja devolvido ao povo brasileiro”, complementou o vice-presidente da entidade, Eduardo Santana.

A caminhada fez parte do início dos trabalhos da 14ª Conferência Nacional da Saúde, realizada de 30 de novembro a 4 de dezembro, em Brasília. Um dos objetivos do evento é construir propostas para dar qualidade no atendimento da população que depende do Sistema Único de Saúde.

“Há a necessidade de se ter um bom salário para o profissional da área da saúde, em particular o médico, e para isso é preciso ter financiamento adequado. Uma política de recursos humanos que atenda as nossas necessidades, como um Plano de Cargo, Carreiras e Vencimentos, e ainda uma política para a fixação dos médicos em áreas de difícil acesso. Enfim, nós temos de buscar, na Conferência, construir algo novo, que faça com que o SUS, que hoje é considerado um dos melhores sistemas de saúde do mundo, efetivamente seja implantado com qualidade em nosso país”, assinalou o Secretário de Formação e Relações Sindicais da FENAM, José Erivalder Oliveira.

Fonte : Taciana Giesel

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Será realizado nesta quinta e sexta-feira, 28 e 29/04, o VI Seminário Nacional Médico/Mídia, evento que tem como objetivo reunir médicos, jornalistas, estudantes de comunicação e de medicina, bem como gestores das duas áreas, estimulando o debate sobre comunicação e saúde.

A sexta edição do seminário, que é promovido pela Federação Nacional dos Médicos, acontece no Hotel Windsor Plaza Copacabana, Rio de Janeiro, e conta com a participação de renomados profissionais da área médica e da grande imprensa, bem como especialistas na área de tecnologia da informação.

Confira abaixo a programação do seminário

Dia 28/04 – quinta-feira 9h – Abertura – boas vindas do presidente da FENAM, Cid Carvalhaes, e do Secretário de Comunicação, Waldir Cardoso

Palestra de abertura 09h30min – “Quem não se comunica, se trumbica” – a importância da comunicação na saúde e no meio ambiente Palestrante: jornalista Vandrei Pereira, repórter de TV, apresentador de telejornais

10h45min – A relação médico/mídia – como o jornalista e o médico interpretam esse relacionamento?

Palestrante: Cid Carvalhaes, presidente da FENAM

Palestrante: jornalista Marion Monteiro, repórter de rádio e jornal e assessora de comunicação na área de saúde

12h30min às 14h – Intervalo

14h – A papel da Assessoria de Comunicação no sucesso de uma empresa e entidade – a importância da estrutura, da integração e dos investimentos no setor

Palestrante: jornalista Liseane Morosini – consultora em comunicação para o terceiro setor, doutoranda em Comunicação, Informação e Saúde pela Fiocruz/RJ

15h30min – coffee break 16h – Media training – o que é e qual é a importância do media training para dirigentes de entidades médicas (com simulação de entrevista)

Palestrante: jornalista Elza Gimenez, produtora de telejornais, instrutora de media traning e professora universitária

17h – A certificação de sites médicos na Internet – a importância da criação de um selo para que a mídia reconheça as informações qualificadas

Palestrante: Dr. Eduardo Santana – II vice-presidente da FENAM

Dia 29/04 – sexta-feira 8h30min – Saúde – mitos e verdades

Palestrantes: Dr. Florentino Araújo Cardoso Filho – diretor da Associação Médica Brasileira

Dr. Desiré Carlos Callegari – 1º secretário do Conselho Federal de Medicina

9h45min – A importância da qualidade da informação – transmitindo a informação de forma correta e eficaz. Como se fazer entender e que tipos de cuidados o entrevistado deve ter para que sua informação não seja interpretada de maneira errada?

Palestrante: jornalista Pâmela Oliveira, repórter da editoria de saúde do jornal O Dia

11h – Como transformar as entidades médicas em fontes confiáveis para a imprensa?

Palestrante: jornalista Marcelo Ahmed, produtor do Fantástico

12h15min às 13h30min – Intervalo

14h – A relação médico/paciente para a mídia

Palestrante: Dr. Adolfo Paraíso, médico, presidente do Sindicato dos Médicos do Maranhão

15h15min – Coffee break

15h45min – A mídia e as novas tecnologias – a importância do Twitter, Facebook, Orkut e outras mídias sociais no dia a dia do jornalista e do médico

Palestrante: professor Marcos Cavalcanti, doutor em Informática pela Université de Paris, professor da Universidade Federal do Rio (UFRJ)

O evento será apresentado pela jornalista e escritora Aparecida Torneros

Mais informações: Denise Teixeira – jornalista Assessora de Comunicação da FENAM (21)9144-3323

Fonte: FENAM 

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