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Posts Tagged ‘Gripe A’

Ministério da Saúde estende vacinação contra a Gripe A H1N1 a crianças de 2 a 4 anos

21/05/2010
O Ministério da Saúde anunciou, há pouco, a ampliação da Campanha Nacinal de Vacinação contra a influenza A (H1N1) – gripe suína para crianças de 2 anos até 4 anos e 11 meses. A imunização para a nova faixa etária começa na próxima segunda-feira (24) nos 36 mil postos de vacinação em todo o país. O prazo termina no dia 2 de junho.

O período também será aproveitado para prorrogar a vacinação de pessoas com idade entre 30 e 39 anos e de gestantes que ainda não se vacinaram.

Segundo dados do Ministério, nenhum estado conseguiu atingir a meta de vacinação entre adultos de 30 a 39 anos. A meta é imunizar 80% dos brasileiros nessa faixa de idade, mas o percentual geral do país ainda é de 37%.

Fonte : Agência Brasil

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Veja o calendário de vacinação contra a gripe A no Brasil

Folha Online

O Ministério da Saúde anunciou hoje o cronograma de imunização contra a gripe suína (H1N1) e investimentos contra a segunda onda da doença. Serão 83 milhões de doses da vacina. A estimativa do governo é imunizar 62 milhões de brasileiros.

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Haverá quatro etapas de vacinação, de 8 de março a 7 de maio. Caso ocorram alterações na situação epidemiológica ou na disponibilidade da vacina, outros grupos poderão ser vacinados numa quinta etapa.

Divulgação

Datas

A primeira fase da vacinação, de 8 a 19 de março, imunizará os trabalhadores da rede de atenção à saúde e profissionais envolvidos na resposta à pandemia e a população indígena. Entre os trabalhadores, estão médicos, enfermeiros, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam na investigação epidemiológica. A vacinação dos indígenas abrangerá a totalidade da população que vive em aldeias e será realizada em parceria com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde).

A segunda etapa, entre 22 de março e 2 de abril, abrangerá grávidas em qualquer período de gestação, pessoas com problemas crônicos (exceto idosos, que serão chamados posteriormente) e crianças de seis meses a dois anos. Na lista, entram doenças do coração, pulmão, fígado, rins e sangue; diabéticos, pessoas com debilitação do sistema imunológico e obesos grau 3 –os antigos obesos mórbidos. As gestantes começam a ser imunizadas nesse período e poderão tomar a vacina em qualquer outra etapa.

As crianças de 6 meses a 2 anos devem receber meia dose da vacina e, depois de 21 dias, poderão tomar a outra meia dose.

Adultos de 20 a 29 anos são o público-alvo da terceira fase, que vai de 5 a 23 de abril. A quarta e última etapa, de 24 de abril a 7 de maio, coincide com a campanha anual de vacinação contra a gripe comum. Nesse período, os idosos serão imunizados para a influenza sazonal, como todos os anos. Se tiverem doenças crônicas, receberão também a vacina contra a gripe pandêmica. A estratégia foi elaborada de forma que a população dessa faixa etária se dirija aos locais de vacinação apenas uma vez.

Veja a lista de doenças crônicas

– Obesidade grau 3 – antiga obesidade mórbida (crianças; adolescentes e adultos);
– Doenças respiratórias crônicas desde a infância (exemplos: fibrose cística, displasia broncopulmonar);
– Asmáticos (formas graves);
– Doença pulmonar obstrutiva crônica e outras doenças crônicas com insuficiência respiratória;
– Doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (exemplo: distrofia neuromuscular);
– Imunodeprimidos (exemplos: pacientes em tratamento para aids e câncer ou portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico);
– Diabetes mellitus;
– Doença hepática (exemplos: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral);
– Doença renal (exemplo: insuficiência renal crônica, principalmente em pacientes com diálise);
– Doença hematológica (hemoglobinopatias);
– Pacientes menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (exemplos: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki);
– Portadores da Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca;
– Portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica (exemplos: hipertensão arterial pulmonar, valvulopatias, cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular).

Fonte: Ministério da Saúde

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Uma situação que colocou governos e economia mundial em alerta, Gripe A H1N1, leva-nos, médicos e demais profissionais de saúde, a uma reflexão profunda sobre o nível de complexidade de nossa relação com a industria farmacêutica. As Entidades Médicas Brasileiras tiveram uma posição muito importante e de liderança na Assembléia Geral da Associação Médica Mundial quando da discussão da revisão da Declaração de Helsink.

Esse é um tema cuja polêmica nos leva ao compromisso de cidadania para com nossa coletividade.

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OMS e farmacêuticas teriam forjado nível de pandemia

Senado francês vai investigar os laboratórios Sanofi Pasteur, Novartis, GlaxoSmithKline e Baxter
Governos e entidades na Europa estão pressionando cada vez mais a Organização Mundial da Saúde (OMS) sob suspeita de colusão com a indústria farmacêutica no caso da gripe A (H1N1). Graças à venda maciça de vacinas para combater uma pandemia, os laboratórios podem obter até US$ 10 bilhões de lucros suplementares.

Após investir fortemente em medicamentos, os governos acumulam produtos enquanto a pandemia chega ao seu fim, sem os estragos previstos por especialistas. França, Alemanha, Espanha, Holanda, Estados Unidos tentam revender seus excedentes ou romper os contratos feitos com os laboratórios farmacêuticos.

A situação chegou agora a tal ponto que o Conselho da Europa, que reúne 47 países do Velho Continente, abriu uma investigação excepcional sobre a influência que teria exercido a indústria farmacêutica sobre a OMS, que decretou a pandemia e a elevou ao nível mais elevado de grau de alerta, fazendo os governos se prepararem para o pior.

A investigação deve ter início nesta próxima segunda-feira (18). Os primeiros laboratórios a serem investigados serão: Sanofi Pasteur, Novartis, GlaxoSmithKline e Baxter. O Parlamento russo (Duma) também abriu uma investigação por “corrupção” e chegou a ameaçar se retirar da OMS.

As denúncias contra a OMS começaram a se propagar depois que um membro da comissão de saúde do Conselho da Europa, o médico e epidemiologista alemão Wolfgang Wodarg, não hesitou a fazer uma denúncia sobre “um dos maiores escândalos médicos do século”.

“Os laboratórios farmacêuticos organizaram essa psicose”. Ele questiona “laços incestuosos” entre a OMS e os laboratórios. Segundo ele, “um grupo de pessoas na OMS está associado de maneira muito estreita com essa indústria”.

De acordo com o jornal Tribune de Genève, um estudo do banco americano JP Morgan estima que a venda de vacinas A (H1N1) vai permitir a Glaxo, a Novartis e a Sanofi um lucro suplementar de US$ 7,5 bilhões a US$ 10 bilhões.

A diretoria da OMS promete uma avaliação sobre a maneira como administrou a pandemia. Outro problema é o vínculo entre a OMS e o ESWI, grupo de trabalho científico europeu sobre a gripe, que é financiado pelos mesmos laboratórios que serão interrogados no Senado francês.

O próprio modo de financiamento da OMS, metade privado, metade público, está sendo questionado por suposta opacidade.

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Gripe A H1N1 – preparação para o segundo tempo

Estamos entrando na segunda fase, não necessariamente segunda onda, da Gripe A H1N1. Hora da preparação para a possível segunda onda.

Esse período tem como referência o processo de imunização das populações expostas e com risco de contrair a doença. Entra em discussão a qualidade das vacinas produzidas ou em produção e quem deverá ser imunizado.

A OMS já declarou que a produção está aquém da esperada e que, tanto acima quanto abaixo da linha do Equador, os governos deverão produzir suas preferências para definir que conjunto populacional deverá ser alvo do processo de vacinação em massa.

OMS afirma que, aparentemente, o vírus da Gripe A não sofrera mutações. Não se tornou, assim, mais perigoso que o que já conhecemos. Assim podemos afirmar que um contingente significativo de pessoas no mundo pode ser considerado imune ao vírus pela exposição que já se submeteram.

Vamos saber disso logo, logo. Inicia-se o outono e a seguir o inverno no hemisfério norte e veremos como a Gripe A H1N1 se comportara e como os governos se comportarão perante essa situação.

Novartis, CSL e laboratórios chineses falam em apenas uma dose para imunizar uma pessoa. Situação que minimiza a condição atual denunciada pela OMS dizendo que a produção atual de vacinas está aquém da esperada. Porém, ainda hoje, autoridades de saúde americanas disseram ser necessário duas doses, com intervalos de 21 dias, para imunizar as crianças pequenas, menores de 10 anos, cujas respostas imunológicas não foram tão consistentes quanto aos maiores ou adultos.

Esperamos que as decisões sejam sustentadas em critérios tecnico-científicos e não socioeconômicos.

Que nossas entidades médicas se habilitem e se manifestem. Qual será posição dos médicos brasileiros frente a essa situação?

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Se antes já deveríamos ter responsabilidade, agora, nem se fala.

Com a divulgação oficial do primeiro óbito por Influenza A H1N1 em nossa cidade – Santa Helena de Goiás – passamos a ter a certeza que o vírus da gripe circula em nosso meio.

Cobrávamos antes uma ampliação da qualidade de informação para a população, de maneira que ela pudesse acompanhar a evolução dos fatos junto com o que fosse real e, ao mesmo tempo, aprender a se defender, no que fosse possível, sem que isso se transformasse em uma histeria coletiva.

Tivemos muita conversa e pouca informação. Oficiais ou não, mais nos desinformamos que informamos e vimos a angustia bater os olhos e corações das pessoas.

Estamos frente a novidades em nosso comportamento.

Informara-nos, o tempo todo, que a letalidade da Gripe A era semelhante à da Gripe sazonal. E isso deveria bastar para que não nos assustássemos com o momento.

Passamos, assim, a vivermos conflitos ou confrontos de “verdades”. Verdades muitas vezes não sustentadas pelo conhecimento científico, mas  por força de compreensão cultural tal qual o fosse. Para a maioria de cada cidadão, “gripe” é uma doença benigna que se cura, na maioria das vezes, com o “chazinho da vovó” e que eventual morte se dá por complicações outras e nunca por causa da gripe em si. Que faltar ao trabalho por gripe é atitude de pessoas irresponsáveis, moles, preguiçosas e que, trabalhar gripado, é até uma qualidade na atitude de muitos.

Mas a gripe A mata. Mata tanto quanto a gripe sazonal.

Temos aqui verdades a serem vencidas.

Então a gripe sazonal também mata.

Precisamos levar a sério tanto uma quanto a outra. Os cuidados devem ser responsáveis tanto numa quanto na outra. Teremos que mudar nossos conceitos quanto à forma de nos comportar frente a indivíduos portadores de Influenza. Quer na atenção à saúde, quer na responsabilidade social e laboral.

Bem, creio que estamos agora no passo da frente.

Esse momento cobra de todos nós uma frente responsável entre poder público e privado, gestores e trabalhadores da saúde e a comunidade, ações conjuntas que possam qualificar o “como fazer” de todos nós para que não vivenciemos uma tragédia anunciada e evitável. Que possamos garantir o melhor acesso e a melhor assistência a cada cidadão e cidadã dessa cidade, que o modelo assistencial seja o preconizado pela ciência e não por necessidades outras. Que seja assegurado acesso a tratamento igualitário a todos que dele necessitarem a tempo para que se possa lograr êxito na terapêutica, que cada trabalhador e cada trabalhadora da saúde possa ter garantido seu trabalho sem que ele se transforme em risco à sua saúde.

Em tempo: Para Santa Helena de Goiás, para Goiás ou para o Brasil, não podemos abrir mão desse compromisso e dessa responsabilidade.

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