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Posts Tagged ‘mulher’

A voz dela é também a minha voz!
8 DE MARÇO DE 2017
DIA INTERNACIONAL DA MULHER!
Celebremos as mulheres que nos inspiram todos os dias!

Her voice is also my voice!
MARCH 8, 2017
INTERNATIONAL WOMEN'S DAY!
Let's celebrate the women who inspire us every day!

Su voz es también mi voz!
8 DE MARZO 2017
¡DIA INTERNACIONAL DE LA MUJER!
Celebramos las mujeres que nos inspiran todos los días!
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Eu pensava em fazer uma grande manifestação às mulheres de todo o nosso planeta.

Falar da solidariedade para com suas lutas, falar de meu respeito permanente para com ela, falar da minha indignaçãoMulheres - 8 de março  1 para com as agreções permanentes que tem sofrido em muitos lares, locais de trabalho, na rua; do absurdo que é precisarmos de um “Dia Internacional” para que reflitamos sobre o massacre permanente que tem sofrido em muitas de nossas comunidade; de que sonho com o dia em que todos os dias sejam dias de homens e mulheres terem sua dignidade respeitada e valorização não avaliada pelo gênero mas por mérito. Mas resolvi nada dizer disso.

Resolvi falar pela voz de outra mulher. De uma grande mulher.

Cora Coralina

Cora Coralina

TODAS AS VIDAS

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé do borralho,
olhando pra o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço…
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo…

Vive dentro de mim
a lavadeira do Rio Vermelho,
Seu cheiro gostoso
d’água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde de são-caetano.

Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.

Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada, sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.

Vive dentro de mim
a mulher roceira.
– Enxerto da terra,
meio casmurra.
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos.
Seus vinte netos.

Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha…
tão desprezada,
tão murmurada…
Fingindo alegre seu triste fado.

Todas as vidas dentro de mim:
Na minha vida –
a vida mera das obscuras.

Fonte: Poemas dos becos de Goiás e estórias mais, Global Editora, 1983 – S.Paulo, Brasil

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Aquele que conheceu apenas a sua mulher, e a amou,

sabe mais de mulheres do que aquele que conheceu mil. (Leon Tolstoi)
A todas as mulheres que fazem do amor o grande instrumento de suas conquistas.
Todas as vidas

Cora Coralina

 

Cora Coralina

Vive dentro de mim

uma cabocla velha

de mau-olhado,

acocorada ao pé do borralho,

olhando pra o fogo.

Benze quebranto.

Bota feitiço…

Ogum. Orixá.

Macumba, terreiro.

Ogã, pai-de-santo…

Vive dentro de mim

a lavadeira do Rio Vermelho,

Seu cheiro gostoso d’água e sabão.

Rodilha de pano.

Trouxa de roupa,

pedra de anil.

Sua coroa verde de são-caetano.

Vive dentro de mim

a mulher cozinheira.

Pimenta e cebola.

Quitute bem feito.

Panela de barro.

Taipa de lenha.

Cozinha antiga toda pretinha.

Bem cacheada de picumã.

Pedra pontuda.

Cumbuco de coco.

Pisando alho-sal.

Vive dentro de mim

a mulher do povo.

Bem proletária.

Bem linguaruda,

desabusada, sem preconceitos,

de casca-grossa,

de chinelinha, e filharada.

Vive dentro de mim

a mulher roceira.

– Enxerto da terra, meio casmurra.

Trabalhadeira.

Madrugadeira.

Analfabeta.

De pé no chão.

Bem parideira.

Bem criadeira.

Seus doze filhos.

Seus vinte netos.

Vive dentro de mim

a mulher da vida.

Minha irmãzinha…

tão desprezada, tão murmurada…

Fingindo alegre

seu triste fado.

Todas as vidas dentro de mim:

Na minha vida – a vida mera das obscuras.

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Leonardo Boff
Teólogo
Há duas formas principais de estarmos presentes no mundo: pelo trabalho e pelo cuidado. Como somos seres sem nenhum órgão especializado, à diferença dos animais, temos que trabalhar para sobreviver. Vale dizer, precisamos tirar da natureza tudo o que precisamos. Nessa diligência usamos a razão prática, a criatividade e a tecnologia. Aqui precisamos ser objetivos e efetivos, caso contrário sucumbimos às necessidades. Na história humana, pelo menos no Ocidente, instaurou-se a ditadura do trabalho. Este mais do que obra foi transformado  num meio de produção, vendido na forma de salário, implicando concorrência e devastação atroz da natureza e perversa injustiça social. Representantes principais, mas não exclusivos, do modo de ser do trabalho são os homens.
A segunda forma é o cuidado. Ele tem como centralidade a vida e as relações interpessoais e sociais. Todos somos filhos e filhas do cuidado, porque se nossas mães não tivessem tido infinito cuidado quando nascemos, algumas horas depois teríamos morrido e não estaríamos aqui para escrever sobre estas coisas. O cuidado tem a ver mais com sujeitos que interagem entre si do que com objetos a serem  gestionados. O cuidado é um gesto amoroso para com a realidade.
O cuidado não se opõe ao trabalho. Dá-lhe uma característica própria que é ser feito de tal forma que respeita as coisas e permite que se refaçam. Cuidar significa estar junto das coisas protegendo-as e não sobre elas, dominando-as. Elas nunca são meros meios. Representam valores e símbolos que nos evocam sentimentos de beleza, complexidade e força. Obviamente ocorrem resistências e perplexidades. Mas elas são superadas pela paciência perseverante. A mulher no lugar da agressividade, tende a colocar  a convivência amorosa. Em vez da dominação, a companhia afetuosa. A cooperação substitui a concorrência. Portadoras privilegiadas, mas não exclusivas, do cuidado são as mulheres.
Desde a  mais remota antiguidade, assistimos a um drama de consequêncas funestas: a ruptura entre o trabalho e o cuidado. Desde o neolítico se impôs o trabalho como busca frenética de eficácia e de riqueza. Esse modo de ser submete a mulher, mata o cuidado, liquida a ternura e tensiona as relações humanas. É o império do androcentrismo, do predomínio do homem sobre a natureza e a mulher. Chegamos agora a um impasse fundamental: ou impomos limites à voracidade produtivista  e resgatamos o cuidado ou a Terra não aguentará mais.
Sentimos a urgência de feminilizar as relações, quer dizer, reintruzir em todos os âmbitos o cuidado especialmente com referência às pessoas mais massacradas (dois terços da humanidade), à natureza devastada e ao mundo da política. A porta de entrada ao universo do cuidado é a razão cordial e sensível que nos permite sentir as feridas da natureza e das pessoas, deixar-se envolver e se mobilizar para a humanização das relações entre  todos, sem descurar da colaboração fundamental da razão intrumental-analítica que nos permite sermos eficazes.
É aqui que vejo a importância de podermos ter providencialmente à frente do governo do Brasil uma mulher como Dilma Rousseff. Ela poderá unir as duas dimensões do trabalho que busca racionalidade e eficácia (a dimensão masculina) e do cuidado que acolhe o mais pobre e sofrido e projeta políticas de inclusão e de recuperação da dignidade (dimensão feminina). Ela possui o caráter de uma grande e eficiente gestora (seu lado de trabalho/masculino) e ao mesmo tempo a capacidade de levar avante com enternecimento e compaixão o projeto de Lula de cuidar dos pobres e dos oprimidos(seu lado de cuidado/feminino). Ela pode realizar o ideal de Gandhi: “política é um gesto amoroso para com o povo”.
Neste momento dramático da história do Brasil e do mundo é importante  que uma mulher exerça o poder como cuidado e serviço. Ela, Dilma, imbuida desta consciência, poderá impor limites ao trabalho devastador e poderá fazer com que o desenvolvimento ansiado se faça com a natureza e não contra ela, com sentido de justiça social, de solidariedade a partir de baixo e de uma fraternidade aberta que inclui todos os povos e a inteira a comunidade de vida.

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25 DE JULHO – DIA DA MULHER NEGRA

“Mulheres Negras e Poder em Goiás”

Abordando a Temática

Em 1992, na República Dominicana, cerca de 400 mulheres negras do mundo inteiro, reunidas para o 1º. Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do caribe, firmaram o 25 de julho como o dia da Mulher Negra na América Latina e no Caribe, a ser celebrado em clima de reflexão, luta e festividade.

A data marca a luta pelos direitos das mulheres negras  no intuito de visibilizá-las, possibilitando assim a discussão de  temas relativos à condição das mesmas, apontando para a superação das desigualdades históricas baseadas na opressão de classe, gênero e raça.

Comemorar o dia 25 de julho é assumir o inteiro teor da luta antirracista, unindo as lutas do povo negro às da plataforma feminista para transformar a mentalidade e as práticas discriminatórias, contribuir para a implementação de políticas públicas e oportunizar maior participação e cidadania às mulheres negras.

O Fórum Estadual de Mulheres Negras, tendo o Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado na coordenação,  lidera as comemorações do dia 25 de julho, “Dia da Mulher Negra na América Latina e no Caribe”, como parte de sua luta para promover as mulheres negras, combater a violência e a discriminação racial e de gênero, construindo um mundo em que a diversidade seja valorizada.

Neste ano de 2010 a proposta é avançar a luta e manter uma programação durante todo o mês de julho. Sob o tema “Mulheres Negras e Poder” realizaremos uma campanha em favor da inclusão das mulheres negras nos espaços de participação política, social, econômica, cultural e religiosa.  Abordando a temática do poder de forma ampla,  focalizando e denunciando as hierarquias que excluem as mulheres negras de participar da produção e socialização dos bens materiais e culturais.

Programação

24 de julho de 2010

9h às 12h – Ato público e  panfletagem  na Praça do Bandeirante

25 de julho de 2010

9h-12 h Panfletagem na Feira Hippie

Contatos

Janira  – 9679-9900   3946-1143

Marta Cezaria  – 9268- 6650

Anadir Cesário  9678- 1213

Realização:

Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado

Fórum Estadual de Mulheres Negras

Associação de Mulheres e Adolescentes do Estado de Goiás

Coletivo de Negros/as do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás

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Nós abandonaremos novamente as mulheres afegãs?
International  Herald Tribune
Thea Garland

  • Mulher vestida com burcaMulher vestida com burca

“Os direitos da mulher são direitos humanos”, declarou Hillary Clinton na Quarta Conferência das Nações Unidas sobre a Mulher, em 1995. Com a “boa guerra” do presidente Barack Obama no Afeganistão indo mal e as negociações com o Taleban parecendo cada vez mais prováveis, nunca houve uma maior necessidade de lembrar essas palavras.

Apesar de ser difícil discordar dos generais e políticos que dizem que uma vitória militar não é possível e que uma solução política precisa ser encontrada, será pedido para as mulheres do Afeganistão que paguem com seus direitos por este acordo político?

Em qualquer negociação, o Ocidente insistirá que o Taleban não permita que a Al Qaeda instale campos de treinamento ou opere a partir do território afegão. O Taleban poderá concordar com isso. Mas não basta. Os Estados Unidos e a Otan não devem retirar suas tropas sem um compromisso de respeito às liberdades civis e uma garantia dos direitos da mulher. Isso é possível?

Como lembrete, este é o mesmo Taleban cuja repressão brutal deixou mulheres sob virtual prisão domiciliar e sujeitas a um terror incessante durante seus seis anos de governo.

Esse é o mesmo Taleban que negou às mulheres o direito à educação e ao trabalho, as privou de participação política e social; chicoteou, bateu e abusou verbalmente delas por rirem alto ou por não cobrirem seus corpos e rostos já cobertos de acordo com as regras do Taleban.

Esse é o mesmo Taleban que arrastou garotas para um estádio de futebol em Cabul para serem executadas publicamente, por conduta que não seria considerada criminosa segundo qualquer lei democrática.

Mesmo anos após as forças da coalizão terem invadido o Afeganistão, as mulheres ainda sofrem constante ameaça. Em 2006, a ativista dos direitos da mulher, Safia Amajan, foi morta a tiros por sugerir que as mulheres tinham direito à educação e ao trabalho, e no ano passado garotas adolescentes em Kandahar tiveram ácido jogado em seus rostos por frequentarem a escola.

E quem representaria as mulheres em qualquer negociação com o Taleban? Generais e diplomatas do sexo masculino de meia-idade? Os senhores da guerra afegãos e os detentores de poder pashtuns? Parece improvável que será permitido que as mulheres tenham um lugar significativo à mesa. Dentre os milhares reunidos na Jirga da paz afegã em junho, as mulheres estavam em pequeno número e nenhuma esteve envolvida em seu planejamento.

“A crença é de que as mulheres não são importantes”, disse Samira Hamidi, diretora da Rede das Mulheres Afegãs, descrevendo a mentalidade que ela diz que “não mudou nos últimos oito anos”.

A Constituição afegã garante a igualdade para as mulheres. Mas se o Taleban for trazido ao governo, ele provavelmente exigirá a lei Shariah, pelo menos em algumas áreas. O Irã, invocando a lei Shariah, sentenciou na semana passada Sakineh Mohammadi Ashtiani, 43 anos e mãe de dois, à morte por apedrejamento por suposto “adultério enquanto estava casada”. (Após um protesto internacional, o governo iraniano recuou, apesar do destino dela ainda ser incerto.)

Essas práticas bárbaras predominavam durante o regime do Taleban. O Ocidente tem pouca influência sobre o Irã, mas no Afeganistão ele tem a oportunidade de ajudar a determinar o destino de seu povo.

Nós estamos preparados para partir, cientes de que as mulheres poderão novamente ser atadas, enterradas no chão até o pescoço e apedrejadas até sangrarem lentamente até a morte? Após invadirmos o país, nós não temos o imperativo moral de deixá-lo melhor do que o encontramos?

Mesmo se o Taleban se comprometer a honrar os direitos das mulheres, é difícil conceber como isso seria fiscalizado. Se o Taleban não cumprir a promessa e permitir bases da Al Qaeda, é fácil imaginar que mísseis americanos choverão novamente no país. O Ocidente voltaria à guerra se o Taleban não cumprisse a promessa de permitir que garotas frequentem escolas e que mulheres trabalhem?

No início desta guerra que já dura nove anos, Cherie Blair e Laura Bush, entre outros, a defenderam como uma guerra para libertar as mulheres do Afeganistão. O argumento moral delas foi ridicularizado por alguns comentaristas. “Seria a primeira guerra imperial na história para libertar as mulheres”, escreveu Tariq Ali, um proeminente esquerdista paquistanês. Infelizmente, o escárnio dele poderá provar ter sido apropriado.

Nos anos 80, os Estados Unidos financiaram a guerra islâmica contra os soviéticos por interesses próprios e então partiram, deixando para trás um terreno fértil para os terroristas e para a escravidão brutal das mulheres assim que o Taleban assumiu o controle do país.

Nós não podemos permitir que o progresso dos últimos nove anos seja tomado das mulheres do Afeganistão. Nós não podemos abandoná-las de novo. Os direitos da mulher, afinal, são direitos humanos.

*Thea Garland é uma escritora free-lance de Londres.

Tradução: George El Khouri Andolfato

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Cora Coralina

Upload feito originalmente por eduardossantana

Mulher da Vida

Cora Coralina

Mulher da Vida, minha Irmã.

De todos os tempos.
De todos os povos.
De todas as latitudes.
Ela vem do fundo imemorial das idades e
carrega a carga pesada dos mais
torpes sinônimos,
apelidos e apodos:
Mulher da zona,
Mulher da rua,
Mulher perdida,
Mulher à-toa.

Mulher da Vida, minha irmã.

Pisadas, espezinhadas, ameaçadas.
Desprotegidas e exploradas.
Ignoradas da Lei, da Justiça e do Direito.
Necessárias fisiologicamente.
Indestrutíveis.
Sobreviventes.
Possuídas e infamadas sempre por
aqueles que um dia as lançaram na vida.
Marcadas. Contaminadas,
Escorchadas. Discriminadas.

Nenhum direito lhes assiste.
Nenhum estatuto ou norma as protege.
Sobrevivem como erva cativa dos caminhos,
pisadas, maltratadas e renascidas.

Flor sombria, sementeira espinhal
gerada nos viveiros da miséria, da
pobreza e do abandono,
enraizada em todos os quadrantes da Terra.

Um dia, numa cidade longínqua, essa
mulher corria perseguida pelos homens que
a tinham maculado. Aflita, ouvindo o
tropel dos perseguidores e o sibilo das pedras,
ela encontrou-se com a Justiça.

A Justiça estendeu sua destra poderosa e
lançou o repto milenar:
“Aquele que estiver sem pecado
atire a primeira pedra”.

As pedras caíram
e os cobradores deram s costas.

O Justo falou então a palavra de eqüidade:
“Ninguém te condenou, mulher…
nem eu te condeno”.

A Justiça pesou a falta pelo peso
do sacrifício e este excedeu àquela.
Vilipendiada, esmagada.
Possuída e enxovalhada,
ela é a muralha que há milênios detém
as urgências brutais do homem para que
na sociedade possam coexistir a inocência,
a castidade e a virtude.

Na fragilidade de sua carne maculada
esbarra a exigência impiedosa do macho.

Sem cobertura de leis
e sem proteção legal,
ela atravessa a vida ultrajada
e imprescindível, pisoteada, explorada,
nem a sociedade a dispensa
nem lhe reconhece direitos
nem lhe dá proteção.
E quem já alcançou o ideal dessa mulher,
que um homem a tome pela mão,
a levante, e diga: minha companheira.

Mulher da Vida, minha irmã.

No fim dos tempos.
No dia da Grande Justiça
do Grande Juiz.
Serás remida e lavada
de toda condenação.

E o juiz da Grande Justiça
a vestirá de branco em
novo batismo de purificação.
Limpará as máculas de sua vida
humilhada e sacrificada
para que a Família Humana
possa subsistir sempre,
estrutura sólida e indestrurível
da sociedade,
de todos os povos,
de todos os tempos.

Mulher da Vida, minha irmã.

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