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Pré-Enem Norte / Centro-Oeste será realizado, em Belém, nos dias 4 e 5 de junho


Nos dias 4 e 5 de junho de 2010, o Conselho Regional de Medicina do Pará, o Sindicato dos Médicos e a Sociedade Médico-Cirúrgica do Estado realizam o Pré-Enem (Encontro Nacional das Entidades Médicas) das Regiões Norte e Centro-Oeste. Este fórum finalizará a série de encontros regionais que antecedem a realização do XII Encontro Nacional de Entidades Médicas (ENEM), de 27 a 30 de julho, em Brasília (DF).

O primeiro encontro foi o Pré-Enem Nordeste, realizado em Natal (RN), de 29 de abril a 1º de maio. Logo depois, houve o das regiões Sul-Sudeste, em São Paulo (SP), nos dias 14 e 15 de maio. A reunião em Belém encerra o ciclo de atividades regionais, que discutiram dentro do movimento médico nacional, temas como a defesa do trabalho no SUS e na saúde suplementar, a avaliação do ensino médico, alem de outros de interesse dos profissionais.

O coordenador da Comissão Nacional Pró-SUS Remuneração e Mercado de Trabalho do Médico e 2º vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá, acredita que o Encontro Nacional terá grande repercussão. “O Enem nacional, em julho, será o momento para fazermos o novo pacto do movimento médico em relação a suas reivindicações”, definiu.

Os temas em destaque no Pré-Enem Norte/Centro-Oeste são: ensino médico e aprimoramento da formação médica, o trabalho médico, a importância da carreira médica e de Estado no SUS, políticas de saúde e a relação com a sociedade, o mercado de trabalho e a remuneração médica.

Confira a programação do encontro:

04/06/10 – Sexta-feira

8h00 – Abertura

8h30 às 9h30 – Conferência I: O ensino médico no Brasil

Escolas Médicas (sistema de avaliação, hospitais de ensino, abertura indiscriminada, necessidade social, currículo, exame de habilitação);

Residência Médica (médico generalista X médico especialista, ampliação de vagas, CNRM, ‘residência’ multiprofissional);

Revalidação de diplomas (prova de habilitação, papel do MEC e das universidades públicas).
Conferencista convidado: Carlos Vital Correa (Coordenador da Comissão de Ensino Médico do CFM)

Presidente: Conselho Regional de Medicina do Pará (CREMEPA)

Secretário: Associação Médica de Goiás (AMG)

9h30 às 10h30 – Debate

10h30 às 12h00 – Mesa Temática – Formação Médica

Revisão do Relatório do XI ENEM 2007;

Plenária Temática Final.

Coordenador: Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (SINDMED-MT)

Secretário: Conselho Regional de Medicina do Amapá (CREMAP)

Relator: Conselho Regional de Medicina de Roraima (CRM-RR)

12h00 – Almoço

14h00 às 15h00 – Conferência 2: O trabalho médico no Brasil: A importância da carreira médica no SUS e a carreira de Estado.

PCCV/ Carreira de Estado/Carreira Pública (proposta PCCV-FENAM; PEC 454/09, sobre carreira de Estado; propostas do MS, salário mínimo profissional, serviço civil obrigatório);

Trabalho médico no SUS (precarização, terceirizações, contratualizações tabela SUS, código);

Trabalho médico na Saúde Suplementar (Papel da ANS , TISS, CBHPM; honorários; PLS 276/04, sobre contratualização obrigatória e reajuste anual).

Conferencista convidado – Eduardo Santana (FENAM)

Presidente: Conselho Regional de Medicina de Goiás (CREMEGO)

Secretário: Sindicato dos Médicos do Amazonas (SIMEAM)

15h00 às 16h00 – DEBATE

16h00 às 18h00 – Mesa Temática – Mercado de Trabalho e Remuneração Médica

Revisão do relatório do XI ENEM/2007;

Plenária Temática Final.

Presidente: Sindicato dos Médicos do Pará (SINDMEPA)

Secretário: Conselho Regional de Medicina do Mato Grosso (CRM-MT)

Relator: Conselho Regional de Medicina de Rondônia (CREMERO)

19h30 – Passeio Fluvial

05/06/10 – Sábado

8h00 às 9h00 – CONFERÊNCIA 3: SUS, Políticas de Saúde e Relação com a Sociedade

Financiamento do SUS (regulamentação da emenda 29, subfinanciamento da saúde, relação entre o público e o privado);

Gestão do SUS (administração direta, cooperativas, fundações, OSCIP´s e OS´s);

A relação dos médicos com a sociedade (relação com a mídia, relação com o Judiciário, participação dos médicos no controle social).

Conferencista convidado – Alceu Pimentel (Comissão Pró-SUS do CFM)

Presidente: Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SINDMÉDICO – DF)

Secretário: Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC)

09h às 10h – Debate

10h00 às 11h30 – Mesa Temática – SUS – Políticas de Saúde e Relação com a Sociedade

Revisão do Relatório do XI ENEM/2007;

Plenária Temática Final.

Presidente: Sindicato dos Médicos do Mato Grosso do Sul (SINMEDMS)

Secretário: Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM)

Relator: Associação Médica de Brasília (AMBR)

11h30 às 12h00 – Mesa de Encerramento

Moções (apoio/repudio);

Balanço do Encontro (Entidades regionais e Comissão Organizadora).

15h00 – Programação Social / City Tour

06/06/10 – DOMINGO

Livre para atividades sociais.

Fonte: CFM

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Mão de obra qualificada é novo gargalo

Em 2009, 1,7 milhão de vagas oferecidas nas agências públicas de emprego não foram preenchidas, índice recorde

Engenheiros e nutricionistas estão entre as ocupações com maior sobra de vagas; baixo nível de escolaridade está entre as explicações

JULIANNA SOFIA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A escassez de mão de obra qualificada levou o Brasil a bater recorde de sobra de vagas no mercado de trabalho formal em 2009. Dados obtidos pela Folha sobre o desempenho do Sine -rede pública de agências de emprego- mostram que 1,661 milhão de postos de trabalho oferecidos pelas empresas no ano passado não foram preenchidos por esse sistema.
Apesar do estrago causado pela crise global na geração de empregos formais em 2009 (pior saldo anual desde 2003), a oferta de vagas nas agências do Sine foi a maior da década: 2,7 milhões.
A taxa de preenchimento de empregos apurada pelo Sine ficou em 39%, ante 42% em 2008 e 48% em 2007. Esse indicador considera a relação entre o número de vagas disponíveis na rede e o total de pessoas que conseguiram colocação no mercado por meio do sistema público. Em 2008, o excedente de vagas atingiu 1,458 milhão.
O principal motivo para o não preenchimento dos postos é a falta de qualificação da mão de obra, o que compreende baixo nível de escolaridade, carência de preparo técnico e pouca experiência.
Apesar da sobra de vagas pelo sistema Sine, a taxa de desemprego no ano passado ficou em 8,9%, segundo dados do IBGE -percentual pouco acima dos 7,9% registrados em 2008.
A tendência é que a situação se agrave neste ano, quando são esperados aumento da atividade econômica e maior oferta de emprego. A dificuldade de as empresas encontrarem trabalhadores qualificados já é considerada um gargalo comparável à falta de infraestrutura/logística e à elevada carga tributária.

Ranking
O excedente de postos de trabalho captado pelo Sine ocorreu tanto em profissões de nível superior quanto em atividades com menor escolaridade, mas que necessitam de conhecimento técnico.
Ranking elaborado pelo Ministério do Trabalho a pedido da Folha revela que entre as ocupações com maior sobra de vagas estão engenheiros civil e mecânico, nutricionista e farmacêutico. Também faltaram auxiliares de linha de produção, pedreiros e operadores de telemarketing. Nas estatísticas oficiais, ainda aparecem eletricistas, torneiros mecânicos e funções ligadas ao setor naval.
“Isso mostra o aquecimento da economia, que fez com que fossem geradas tantas vagas em 2009. Mas também traz uma decepção: o Brasil não tem mão de obra qualificada suficiente”, disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. “Intensificamos os programas de qualificação, mas não dá para tapar o sol com a peneira. Não é possível atender à demanda.”
Segundo ele, o governo federal investiu no ano passado R$ 600 milhões no conjunto de programas de qualificação profissional. Para 2010, a previsão é de R$ 800 milhões.
Para o economista Fábio Romão, da LCA Consultores, entre os trabalhadores com nível superior, a falta de profissionais com especialização foi mais crítica. “A taxa de preenchimento para nível superior foi de apenas 22%. Para o grupo com menor escolaridade, o índice foi de 39,2%.”

Construção civil
Para o economista, não causou surpresa a sobra de vagas nos principais setores listados no ranking, pois estaria relacionada à retomada da economia. “Engenheiro e pedreiro são profissões ligadas à construção civil. O setor cresceu muito nos últimos anos e houve avanço na formalização. Já o fraco desempenho do setor até 2003 desencorajou a formação de profissionais. Formar um engenheiro leva algum tempo.”
A falta de pessoal qualificado nas carreiras mais técnicas também pode ser associada a outros fatores, na opinião do presidente do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade), Simon Schwartzman.
“Pode ser que as vagas estejam sendo oferecidas em Pernambuco e os engenheiros estejam em Minas Gerais, por exemplo. Pode haver um problema de falta de informação recíproca e de localização”, diz.

Alta rotatividade também é motivo para sobra de vagas no mercado

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A alta rotatividade da mão de obra no Brasil é apontada como outro importante fator para a sobra de vagas no mercado de trabalho formal, diz o Ministério do Trabalho. Em 2009, 16,2 milhões de trabalhadores foram contratados pelas empresas, mas outros 15,2 milhões de profissionais foram demitidos.
A explicação é que o “giro” excessivo acaba criando desajustes no mercado. “O governo está preparando um diagnóstico sobre a questão da alta rotatividade para tentar resolver essas distorções”, diz Rodolfo Torelly, diretor do ministério.
Ele aponta ainda questões como a localização do trabalhador e o perfil específico procurado pela empresa como outros elementos que pesam no momento da seleção. “Mas, no geral, há necessidade de mais qualificação”, acrescentou.
Ele diz ainda que as vagas que sobram no Sine podem ser preenchidas de outras formas. Essas informações, no entanto, não são capturadas pela rede pública de agências de emprego e ficam de fora das estatísticas do governo. “Há outros instrumentos: tem o parente que indica alguém para a empresa, tem jornal, tem até a tabuleta na porta da fábrica.”
Com base nas informações consolidadas sobre o comportamento do mercado e a sobra de vagas, o Ministério do Trabalho deverá orientar o foco de suas políticas públicas de emprego. “Estamos agora cruzando as informações sobre os Estados, para ver onde há mais necessidade de qualificação e em que áreas”, diz o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

Indústria precisa formar 3 milhões ao ano até 2014

Leticia Moreira/ Folha Imagem

Centro de Apoio ao Trabalhador na região da Luz, em São Paulo

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Estudos realizados pela indústria apontam para um aumento do desequilíbrio entre oferta e procura por mão de obra qualificada até 2014, exigindo a formação profissional de cerca de 3 milhões de trabalhadores por ano para atender a demanda do setor.
Segundo o gerente do Observatório Ocupacional do Senai, Márcio Guerra, desde o ano passado o descompasso vem sendo provocado pela nova onda de investimentos na economia, pelo crescimento acelerado do emprego, pela exigência de maior qualificação devido aos avanços tecnológicos e ainda por conta do baixo nível da qualidade de ensino no Brasil.
“Para resolver o problema, é necessário haver articulação e antecipação”, afirma Guerra. Segundo ele, as projeções da indústria sinalizam que as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste deverão apresentar crescimento da busca por trabalhadores acima da média.
“Os Estados dessas regiões deverão demandar mais mão de obra qualificada, não só por conta do maior volume mas também pela diversificação das atividades”, completou.
No setor da construção civil, sondagem realizada pela Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) em dezembro do ano passado mostra que o segundo maior problema enfrentado pelos empresários em 2009 foi a falta de trabalhador qualificado. O principal entrave foi a elevada carga tributária.
“Vamos sentir mais ainda nos próximos anos. Isso não é problema só para este ano, porque a formação leva tempo. Quanto mais qualificado precisa ser o trabalhador, maior é a dificuldade para encontrá-lo”, disse o presidente da Cbic, Paulo Safady. “O que nos preocupa muito é que nunca mais na vida teremos o volume de mão de obra na construção civil como houve no passado.”
No Distrito Federal, os atuais 80 mil trabalhadores do setor da construção civil já não são suficientes para atender as necessidades da região.
“Brasília virou o maior canteiro de obras do Brasil. As empresas começaram a trazer trabalhadores do Maranhão, do Piauí e de Goiás que já atuam no setor”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brasília, Edgar de Paula Viana.

Indicação é principal ferramenta de contratação

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Diante das dificuldades em conseguir profissionais qualificados no mercado, a construtora Brookfield Incorporações vai buscar talentos dentro da universidade. “Frequentamos as feiras das principais instituições de ensino de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro em busca de profissionais em formação”, afirma a superintendente de recursos humanos Lygia Villar.
“Com o mercado aquecido, sentimos dificuldade com contratação, então valorizamos os estagiários.”
Já para encontrar profissionais para atuar diretamente nas construções, como eletricistas, pedreiros e auxiliares, são os próprios engenheiros que selecionam os candidatos utilizando uma técnica simples: colocam uma placa em frente ao canteiro de obras.
Outra estratégia utilizada nesse mercado é montar um banco de dados com informações de profissionais que atuam na área.
“Mas a indicação é a principal ferramenta”, afirma Valéria Fernandes, diretora de recursos humanos da construtora e incorporadora Even.
Fernandes diz ainda que as empresas enfrentam concorrência de outros setores. “Muito engenheiro civil saiu de sua área em busca de outras oportunidades.”

Demora
No setor de análises clínicas, a busca por um profissional que possua as características necessárias ao cargo pode levar meses. Maurício Rossi, diretor de RH da Roche Diagnóstica, diz que, para encontrar um vendedor para atuar na área de coagulação, demorou cinco meses. “Usamos muita indicação, porque esse é um mercado muito específico”, afirma.
Apesar de postos do Sine/ CAT (Central de Apoio ao Trabalhador) como o da região central de São Paulo, um dos maiores do país, oferecerem vagas até para enólogos, profissionais qualificados dificilmente procuram esses locais.
“Mesmo não alcançando esse público mais qualificado, não deixamos de oferecer essas vagas e as divulgamos para criar uma cultura de integração”, afirma a gerente da unidade, Roseli Maria Saccardo. O posto atende, em média, de 650 a 700 pessoas por dia, de segunda a sexta.
(PAULA NUNES)
Matéria publicada :

São Paulo, domingo, 14 de fevereiro de 2010

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