Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘peritos’

Publicado no blog de Waldir Cardoso

Os médicos peritos do INSS se reúnem em assembleia nacional nesta quinta-feira, 26, em Brasília, para avaliar as negociações com o governo federal. Os profissionais contestam a afirmação feita ontem, 23, pelo ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, que espera acabar com a greve em até 15 dias.

Para a diretora do Sindicato Médico do RS (SIMERS) e vice-presidente da Associação de Médicos Peritos do Estado, Clarissa Bassin, trata-se de um desrespeito à categoria. “O governo dá uma previsão sem conceder às reivindicações aos profissionais”, destaca. A categoria busca o reconhecimento da jornada de seis horas diárias, autonomia do ato médico pericial e de melhores condições de trabalho e segurança.

Sobre as 400 mil perícias atrasadas, Clarissa reforça que é humanamente impossível a reposição em 90 dias, como pretende o governo. Segundo a médica, antes mesmo da greve já havia atraso de 60 dias no RS, devido à falta de profissionais no quadro do INSS. “As perícias estão represadas desde 2009”, explica a dirigente sindical. No Rio Grande do Sul, são 350 médicos peritos e estima-se que o déficit hoje é de 150 profissionais para atender a demanda de segurados.

A greve dos médicos peritos completou dois meses nesta segunda-feira, 23, com manutenção de 50% do atendimento, de acordo com decisão da Justiça, e a qual considerou a paralisação legal. Além disso, a Justiça Federal definiu que nenhum médico perito pode ser punido por não cumprir a agenda de atendimento. A postura do Judiciário deu força à luta contra o número excessivo e inadequado de perícias para a atividade, com prejuízos ao médico e aos segurados.

A Assembléia ocorrerá nas Salas Goiás I, II e III do Hotel Trip Brasil 21, localizadas no Setor Hoteleiro Sul – Quadra Seis – Conjunto A – Bloco F. A retomada da AGE será feita, em primeira chamada às 10h00, e em segunda e última chamada às 10h30.

Fonte: IMPRENSA SIMERS/ANMP

Anúncios

Read Full Post »

Há aproximadamente 60 dias, os médicos peritos do INSS, de maneira ordeira, responsável e justa entraram em um movimento paredista que visa defender a perícia médica nos seus direitos de qualidade nas condições de trabalho, reconhecimento da responsabilidade ética e técnica do exercício profissional e qualificação da assistência aos trabalhadores e trabalhadoras desse país.

Não acredito que estejam num movimento que se encerra em si mesmo, pois, como sindicalista, não conseguiria compreendê-lo. Para mim, um movimento de greve tem explícito objetivo ver a pauta, democraticamente construída, ser atendida na sua maioria ou totalidade, não abrindo mão dos princípios para o exercício ético da profissão, da criação, manutenção, ou qualificação das condições de trabalho e do respeito e da valorização desse mesmo trabalho; objetivos não atingidos durante um processo de negociação prévia, dado pela inexistência do mesmo, ou pela intransigência patronal.

A justiça e legitimidade da greve são amplamente assumidas pelo movimento médico brasileiro com o apoio explícito de várias entidades médicas capitaneadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), pela Federação Nacional dos Médicos (FENAM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Apoio que não tem se restringido a meras cartinhas formais de quem apóia, mas não entra na luta. Apoio compromissado, indo para dentro das assembléias, oferecendo espaços e estruturas para realizações das mesmas e para o fortalecimento da luta, abrindo portas e sentando às mesas de negociações, buscando a defesa maior dos interesses da categoria.

Apoio responsável que busca a construção da unidade das entidades médicas e do movimento médico de qualquer especialidade.

Apoio que busca compreender e somar às ações dos companheiros e faz de possíveis equívocos, motivo para nos aproximarmos mais ainda para que os mesmos possam ser dirimidos.

Acredito piamente que os médicos peritos, a perícia médica brasileira e as entidades médicas brasileiras não precisam se engalfinhar na luta fratricida pelo “reconhecimento da paternidade ou da demarcação de território” para que os médicos, a instituição e a sociedade saiam fortalecidos, como resultado final dessa mobilização.

É preciso compreender que não podemos resumir esse debate à discussão da legitimidade ou legalidade da representação e, quem o faz, não tem compromisso com os médicos e a sociedade.
São duas instituições importantes na organização dos médicos peritos que precisam sair fortalecidas desse processo. Não podemos entrar no descaminho que alimenta o confronto entre a FENAM e a ANMP. Ele só interessa a quem quer dividir o movimento médico ou acha que o seu “aparecer” é mais importante que os médicos e médicas desse país. Só é justificada a entrada da FENAM  nessa seara, para fortalecer o movimento médico dos peritos e ajudá-lo a obter as vitórias que os valorizarão e também qualificará o processo de perícia médica no INSS, não para dividi-lo ou fragilizá-lo. E assim, sindicatos e FENAM, tem se posicionado.
Bons companheiros deveriam envidar esforços no sentido de buscarmos diminuição de arestas, o desaparecimento do debate belicoso entre as duas entidades que em nada contribui para o fortalecimento do movimento médico brasileiro.

Questiono profundamente os “companheiros” que se transformam nos arautos da divergência, da diferença e da desunião.
Creio ser hora de nos fortalecermos.
Hora da unidade!
Hora de construirmos as vitórias juntos.
Hora de ANMP e FENAM caminharem juntas. Na mobilização, na construção dos projetos e na conquista dos objetivos.

Read Full Post »