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Poucas Vagas!

Poucas Vagas!

Restam poucas vagas para quem quiser participar do VIII Seminário Nacional Médico/Mídia. O evento, organizado pela Secretaria de Comunicação da FENAM, com o apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM), acontece nos dias 27 e 28 de junho, em São Paulo. O seminário contará com a participação de renomados profissionais da área médica e da grande imprensa, bem como especialistas na área de tecnologia da informação. As inscrições são gratuitas.

Entre os palestrantes estão repórteres e editores de grandes emissoras de Rádio e TV. O evento contará ainda com uma palestra de midia training com a jornalista Geórgia Pinheiro.

Entre os temas abordados, está o papel da imprensa da divulgação de assuntos médicos e de interesse de saúde pública, como o profissional é visto pela imprensa e pela sociedade, publicidade médica, a comunicação no século XXI, o lado do paciente informado e uma palestra de mídia training para os participantes.

As inscrições são gratuitas e ainda podem ser feitas pelo formulário de inscrição , ou pelo telefone (61) 3042-3706, das 10h às 18 horas, de segunda a sexta-feira, na Secretaria de Comunicação.

Programação

27/06/2013 – Quinta-feira

08h – Abertura:

Dr. Geraldo Ferreira Filho – Federação Nacional dos Médicos (FENAM)

Dr. Roberto D´Avila – Conselho Federal de Medicina (CFM)

Dr. Florentino Cardoso – Associação Médica Brasileira (AMB)

Dr. Dr. Alexis Castillo – Confederação Médica Latino Americana e do Caribe – CONFEMEL

09h – Conferência de abertura: “O papel da imprensa na divulgação de assuntos médicos e de interesse de saúde pública – Importância da interação entre as duas áreas”

-Mariluce Moura – presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Científico e diretora da revista “Pesquisa FAPESP”

10h – Mesa redonda: “O Médico visto pela imprensa e sociedade”

– Cassia Godoy – coordenadora de redação da Rádio Band News.

Fabiane Leite, produtora sênior da TV Globo.

– Walter Guimarães – especialista em Jornalismo e Sociedade pela Universidade de Brasília-UnB.

– Dr. Douglas Natera – vice-presidente da CONFEMEL

12h – Almoço

13h30 – Mesa Redonda: “Cases das Entidades Médicas

– Dr. Jeancarlo Fernandes Cavalcante, presidente do CRM-RN, sobre o “Fio de Aço”

– Dr. Wellington Galvão, presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Alagoas, sobre a greve dos médicos e prisão do dirigente.

– Dr. Anibal Cruz, vice-presidente da Região Andina (Confemel), sobre o “papel da imprensa no ato médico”

16h – Coffee break

16h15 – Media Training

– Jornalista Geórgia Pinheiro – diretora executiva do Portal Conversa Afiada, apresentadora e repórter da Rede Record entre 1993 e 2008.

18h – Encerramento

28/06/2013 – Sexta-feira

8h30 – Palestra: Comunicação no Século XXI

– Walder Júnior, instrutor e especialista em planejamento de mídias sociais.

– Edney Souza – organizador da Social Media Week São Paulo, Co-Curador da área de Social Media da Campus Party Brasil e do Social Media Labs do InterCon, Professor de Redes Sociais na FGV.

9h30 – Mesa Redonda: “Publicidade Médica”

– 2 representantes indicados pela Confemel

– Dr. José Fernando Vinagre – corregedor do Conselho Federal de Medicina

11h45 – Palestra “O lado do médico e o paciente informado”

– Dr. Leonardo Diamante –médico especialista em tecnologia da informação em Saúde.

14h Encerramento: diretores de comunicação da FENAM, CFM e AMB

SERVIÇO:

Auditório do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo

Rua Domingo de Moraes, 1810, Vila Mariana – São Paulo- SP

Informações: (61) 9802-8751 / 3042-3706

Fonte: FENAM

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A LINGUAGEM DO PRECONCEITO

Virou moda dizer que “Lula não entende das coisas”. Ou “confundiu isso com
aquilo”. É a linguagem do preconceito, adotada até mesmo por jornalistas
ilustres e escritores consagrados

Por: Bernardo Kucinski

O sociólogo José Pastore diz que Lula confunde “choque de gestão” com contratação. É que para os conservadores “choque de gestão” é sinônimo de demissão (Foto: Elza Fiúza/ABr)

Um dia encontrei Lula, ainda no Instituto Cidadania, em São Paulo, empolgado com um livro de Câmara Cascudo sobre os hábitos alimentares dos nordestinos.
Lula saboreava cada prato mencionado, cada fruta, cada ingrediente.
Lembrei-me desse episódio ao ler a coluna recente do João Ubaldo Ribeiro,
“De caju em caju”, em que ele goza o presidente por falar do caju, “sem
conhecer bem o caju”. Dias antes, Lula havia feito um elogio apaixonado ao
caju, no lançamento do Projeto Caju, que procura valorizar o uso da fruta na
dieta do brasileiro.

“É uma pena que o presidente Lula não seja nordestino, portanto não conheça bem a farta presença sociocultural do caju naquela remota região do
país…”, escreveu João Ubaldo. Alegou que Lula não era nordestino porque
tinha vindo ainda pequeno para São Paulo. E em seguida esparramou citações sobre o caju, para mostrar sua própria erudição. Estou falando de João Ubaldo porque, além de escritor notável, ele já foi um grande jornalista.

Outro jornalista ilustre, o querido Mino Carta, escreveu que Lula “confunde”
parlamentarismo com presidencialismo. “Seria bom”, disse Mino, “que alguém se dispusesse a explicar ao nosso presidente que no parlamentarismo o partido vencedor das eleições assume a chefia do governo por meio de seu
líder…” Essa do Mino me fez lembrar outra ocasião, no Instituto Cidadania,
em que Lula defendeu o parlamentarismo.

Parlamentarista convicto, Lula diz que partidos são os instrumentos
principais de ação política numa democracia. Pelo mesmo motivo Lula é a
favor da lista partidária única e da tese de que o mandato pertence ao
partido. Em outubro de 2001, o Instituto Cidadania iniciou uma série de
seminários para o Projeto Reforma Política, aos quais Lula fazia questão de
assistir do começo ao fim. Desses seminários resultou um livro de 18
ensaios, Reforma Política e Cidadania, organizado por Maria Victória
Benevides e Fábio Kerche, prefaciado por Lula e editado pela Fundação Perseu Abramo.

Clichês e malandragem

Se pessoas com a formação de um Mino Carta ou João Ubaldo sucumbiram à
linguagem do preconceito, temos mais é que perdoar as dezenas de jornalistas de menos prestígio que também dizem o tempo todo que “Lula não sabe nada disso, nada daquilo”. Acabou virando o que em teoria do jornalismo chamamos de “clichê”. É muito mais fácil escrever usando um clichê porque ele sintetiza idéias com as quais o leitor já está familiarizado, de tanto que foi repetido. O clichê estabelece de imediato uma identidade entre o que o jornalista quer dizer e o desejo do leitor de compreender. Por isso, o clichê do preconceito “Lula não entende” realimenta o próprio preconceito.

Alguns jornalistas sabem que Lula não é nem um pouco ignorante, mas propagam essa tese por malandragem política. Nesse caso, pode-se dizer que é uma postura contrária à ética jornalística, mas não que seja preconceituosa.
Aproveitam qualquer exclamação ou uso de linguagem figurada de Lula para
dizer que ele é ignorante. “Por que Lula não se informa antes de falar?”,
escreveu Ricardo Noblat em seu blog, quando Lula disse que o caso da menina presa junto com homens no Pará “parecia coisa de ficção”. Quando Lula disse, até com originalidade, que ainda faltava à política externa brasileira achar “o ponto G”, William Waack escreveu: “Ficou claro que o presidente brasileiro não sabe o que é o ponto G”.

Outra expressão preconceituosa que pegou é “Lula confunde”. A tal ponto que jornalistas passam a usar essa expressão para fazer seus próprios jogos de palavras. “Lula confunde agitação com trabalho”, escreveu Lucia Hippolito.
Empregam o “confunde” para desqualificar uma posição programática do
presidente com a qual não concordam. “O presidente confunde choque de gestão com aumento de contratações”, diz o consultor José Pastore, fonte habitual da imprensa conservadora.

Confunde coisa alguma. Os neoliberais querem reduzir o tamanho do Estado, o presidente quer aumentar. Quer contratar mais médicos, professores, biólogos para o Ibama. É uma divergência programática. Carlos Alberto Sardenberg diz que Lula “confundiu” a Vale com uma estatal. “Trata-a como se fosse a Petrobras, empresa que segundo o presidente não pode pensar só em lucro, mas em, digamos, ajudar o Brasil.” Esse caso é curioso porque no parágrafo seguinte o próprio Sardenberg pode ser acusado de confundir as coisas, ao reclamar de a Petrobras contratar a construção de petroleiros no país,  apesar de custar mais. Aqui, também, Lula não fez confusão: o presidente acha que tanto a Vale quanto a Petrobras têm de atender interesses nacionais; Sardenberg acha que ambas devem pensar primeiro na remuneração dos acionistas.

Filosofia da ignorância
A linguagem do preconceito contra Lula sofisticou-se a tal ponto que
adquiriu novas dimensões, entre elas a de que Lula teria até problemas de
aprendizagem ou de compreensão da realidade. Ora, justamente por ter tido
pouca educação formal, Lula só chegou aonde chegou por captar rapidamente
novos conhecimentos, além de ter memória de elefante e intuição. Mas, na
linguagem do preconceito, “Lula já não consegue mais encadear frases com
alguma conseqüência lógica”, como escreveu Paulo Ghiraldelli, apresentado
como filósofo na página de comentários importantes do Estadão. Ou, como
escreveu Rolf Kunz, jornalista especializado em economia e também professor de filosofia: “Lula não se conforma com o fato de, mesmo sendo presidente, não entender o que ocorre à sua volta”.

Como nasceu a linguagem do preconceito? As investidas vêm de longe. Mas o
predomínio dessa linguagem na crônica política só se deu depois de Lula ter
sido eleito presidente, e a partir de falas de políticos do PSDB e dos que
hoje se autodenominam Democratas. “O presidente Lula não sabe o que é pacto federativo”, disse Serra, no ano passado. E continuam a falar: “O presidente Lula não sabe distinguir a ordem das prioridades”, escreveu Gilberto de Mello. “O presidente Lula em cinco anos não aprendeu lições básicas de gestão”, escreveu Everardo Maciel na Gazeta Mercantil.

A tese de que Lula “confunde” presidencialismo com parlamentarismo foi
enunciada primeiro por Rodrigo Maia, logo depois por César Maia, e só então
repetida pelos jornalistas. Um deles, Daniel Piza, dias depois dessas falas,
escreveu que “só mesmo Lula, que não sabe a diferença entre presidencialismo e parlamentarismo, pode achar que um governante ter a aprovação da maioria é o mesmo que ser uma democracia no seu sentido exato”.

Preconceito é juízo de valor que se faz sem conhecer os fatos. Em geral é
fruto de uma generalização ou de um senso comum rebaixado. O preconceito
contra Lula tem pelo menos duas raízes: a visão de classe, de que todo
operário é ignorante, e a supervalorização do saber erudito, em detrimento
de outras formas de saber, tais como o saber popular ou o que advém da
experiência ou do exercício da liderança. Também não se aceita a
possibilidade de as pessoas transitarem por formas diferentes de saber.

A isso tudo se soma o outro preconceito, o de que Lula não trabalha. Todo
jornalista que cobre o Palácio do Planalto sabe que é mentira, que Lula
trabalha de 12 a 14 horas por dia, mas ele é descrito com freqüência por
jornalistas como uma pessoa indolente.

Não atino com o sentido dessa mentira, exceto se o objetivo é difamar uma
liderança operária, o que é, convenhamos, uma explicação pobre. Talvez as
elites, e com elas os jornalistas, não consigam aceitar que o presidente, ao
estudar um problema com seus ministros, esteja trabalhando, já que ele é ”
incapaz de entender” o tal problema. Ou achem que, ao representar o Estado
ou o país, esteja apenas passeando. Afinal, onde já se viu um operário, além
do mais ignorante, representar um país?

Fontes: João Ubaldo Ribeiro, O Estado de S. Paulo, 2/9/2007. Blog do Mino
Carta, 16/11/2007. Blog do William Waack, 2/12/2007. Texto de Lúcia Hipólito no UOL, 24/07/2007. José Pastore, artigo no Estadão, 11/12/2007. Carlos Alberto Sardenberg, “De bronca com o capital”, Estadão, 10/12/2007. Filósofo Paulo Ghiraldelli, Estadão, 29/8/2007. Rolf Kunz, “Lula, o viajante do palanque”, Estadão, 29/11/2007. José Serra, em Folha On Line, 1º/8/2006, em reportagem de Raimundo de Oliveira. Gilberto de Mello, escritor e membro do Instituto Brasileiro de Filosofia, no Estadão de 2/8/2007, reproduzido no site do PSDB. Everardo Maciel, na Gazeta Mercantil de 4/10/2007. Rodrigo Maia, em declaração à Rádio do Moreno, 6/11/2007, 17h20. César Maia em seu blog, 12/11/2007. E Daniel Pizza em texto do Estadão de 2/12/2007.

Bernardo Kucinski é professor titular do Departamento de Jornalismo e
Editoração da ECA/USP. Foi produtor e locutor no serviço brasileiro da BBC
de Londres e assistente de direção na televisão BBC. É autor de vários
livros sobre jornalismo

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23/02/2010
A Federação Nacional dos Médicos realiza nos dias 15 e 16 de abril, no Rio de Janeiro, a quinta edição do Seminário Nacional Médicos/Mídia, evento que já se tornou tradicional nos meios médicos e jornalísticos de todas as regiões do país e que a cada ano se transforma em referência para profissionais e estudantes das duas áreas. Este ano, o seminário será realizado no salão São Pedro D´Aldeia do Hotel Pestana Rio Atlântica, na avenida Atlântica, em Copacabana.

O evento, organizado pela Secretaria de Comunicação da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), acontece das 9h às 18 horas e contará com a participação de renomados profissionais da área médica e da grande imprensa, bem como especialistas na área de tecnologia da informação. As inscrições são gratuitas e já podem ser feitas através portal ou pelo telefone (21) 2240-6739, das 13h às 18 horas, de segunda a sexta-feira, na Assessoria de Comunicação.

Em sua quinta edição, o Seminário Nacional Médico/Mídia tem como objetivo colaborar com os profissionais de saúde no que se refere ao seu relacionamento com a mídia e também simplificar o trabalho da imprensa, ajudando os jornalistas a entenderem melhor o setor.

Direcionado a profissionais e estudantes das áreas de jornalismo, medicina e tecnologia da informação, gestores do setor de saúde e público em geral, o programa do evento prevê a interação permanente entre os participantes, com trocas de idéias livremente expostas.

Abaixo, os temas do evento. Os palestrantes ainda estão sendo confirmados e serão divulgados em breve

V Seminário Nacional Médico/Mídia

Data: 15 e 16 de abril de 2010

Local: Hotel Pestana Rio Atlântica – Salão São Pedro D’ Aldeia – 4º andar
Avenida Atlântica, 2964, Copacabana, Rio de Janeiro

Programação

Dia 15/04 – quinta-feira

9h – Abertura – boas vindas do presidente da FENAM, Paulo de Argollo Mendes, e do Secretário de Comunicação, Waldir Cardoso

9h30min – A ética jornalística e a liberdade de expressão

10h45min – Como o médico enfrenta o dia a dia diante de questões polêmicas para a mídia como erro médico, negligência, aborto, eutanásia, doação de órgãos.

12h30min às 14h – Intervalo

14h – O papel e a importância da mídia na sociedade

15h30min – coffee break

16h – Decodificando a saúde nos meios de comunicação – Linguagem e expressões – Como fazer a mídia entender o “mediquês”?

17h – Stand up comedy com os humoristas João Sena e Eduardo Jericó

Dia 16/04 – sexta-feira

9h – A ética médica, a liberdade de expressão e o sigilo profissional

10h45min – Meio ambiente e comunicação

12h30min às 14h – Intervalo

14h – A mídia e as novas tecnologias.

15h30min – coffee break

16h – Superando uma crise, recuperando uma imagem

17h – Quem é o médico, o que pensa e o que espera do entrevistador?

Quem é o jornalista, o que ele pensa e o que espera do entrevistado?

Apresentadora e mediadora do IV Seminário Nacional de Integração Médico/Mídia: Aparecida Torneros – jornalista, escritora, mestre de cerimônias, professora universitária e assessora de imprensa

Fonte : Denise Teixeira/Imprensa FENAM

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