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Médicos residentes têm  reunião com Temporão nessa terça-feira

A reunião agendada para esta terça, 14, em Brasília, com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, terá a maior mobilização em Brasília desde a deflagração da atual greve de médicos residentes. O movimento começou em 17 de agosto e está prestes a completar um mês.  Os residentes saem em caravanas nesta segunda rumo à capital federal. Comitivas já estão confirmadas de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Dos demais estados, representantes da categoria se deslocam para reforçar a vigília em busca de uma solução para a paralisação.

A primeira reunião com Temporão desde o começo da greve é considerada muito importante para que a direção da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) e a Comissão Nacional de Greve apresentem as reivindicações e mostrem que a valorização dos médicos é caminho para uma saúde de maior qualidade, tanto no SUS, como nos demais segmentos de assistência médica.

Também nos estados, a mobilização ganha mais impulso. Na última sexta-feira, assembleias em diversas regiões decidiram pela continuidade da paralisação. Na terça, mesmo dia da reunião em Brasília, residentes de Porto Alegre, fazem plantão, a partir das 10h, em frente ao prédio do MEC, pasta que coordena os programas de residência no País, localizado na Avenida Loureiro da Silva.

Neste domingo, residentes de Belém se manifestaram na Praça da República, prestando ainda atendimentos básicos à população. A partir desta segunda, novas ações ocorrem em todo o País. Hoje são 22 mil residentes fazendo sua formação. Em São Paulo, ocorrerá manifestação no Centro da capital paulista e assembleia em Ribeirão Preto. Em Goiás, os residentes também fazendo plenária, VItória (ES) tem reunião com hospitais e protesto na terça. Em  Aracaju (SE), nesta segunda, a mobilização sera em frente ao prédio dos ambulatórios do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (a partir das 8h). Amanhã, o ato será no Hospital de Urgência de Sergipe.

CALENDÁRIO DE MOBILIZAÇÃO POR ESTADOS:

SP:
> São Paulo: 13/09, segunda-feira – Atividade no centro da cidade
> Ribeirão Preto: 13/09, segunda-feira – Assembleia Geral dos Médicos Residentes

MG – Minas Gerais
13/09, segunda-feira – Caravana para Brasília.

GO – Goiás
13/09, segunda-feira – Assembleia Geral dos Médicos Residentes no CREMEGO – 9h

ES – Vitória
13/09, segunda-feira – Reunião com a Provedoria da Santa Casa de Vitória
14/09, terça-feira – Protesto com internos na frente do Hospital das Clínicas

SE – Aracaju
13/09, segunda-feira – Mobilização dos residentes e estudantes de medicina em frente ao prédio dos ambulatórios do HU/UFS – 8h
14/09, terça-feira – Mobilização em frente ao Hospital de Urgência de Sergipe – 8h / e Tribuna Livre na Câmara Municipal de Rio Preto – 15h30

RS – Rio Grande do Sul
14/09, terça-feira – Manifestação com paralisação de 100% dos serviços em frente ao MEC – 10h

Fonte: ANMR

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Mesmo em greve, médicos residentes continuam dando o sangue pela saúde

Médicos residentes de Goiás reuniram-se nesta quinta-feira para doação de sangue

Os médicos residentes do Estado de Goiás reuniram-se nesta quinta-feira (26/08/10) no HEMOCENTRO para doar sangue e efetivar cadastro no REDOME (Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea). A iniciativa, desenvolvida também em outros Estados brasileiros, faz parte da “Campanha Nacional de Valorização da Residência Médica” proposta pela Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR).

Em Goiás, a paralisação teve início na segunda-feira (23/08/10), embora a greve Nacional tenha sido deflagrada desde o dia 17. O atraso no início da paralisação deveu-se à elaboração de um plano de Greve pelos residentes, de forma a manter as atividades de urgência, emergência e terapia intensiva, sem maiores prejuízos à saúde da população goiana.

É importante esclarecer que os residentes não são estudantes de saúde, mas sim médicos formados que iniciaram um programa de especialização. Ao mesmo tempo em que estão se especializando nas diversas áreas da Medicina, os médicos residentes atuam como peça fundamental no atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Supervisionados por preceptores, são responsáveis diretos pelos pacientes a quem assistem, seja em consultas ambulatoriais, no cuidado aos pacientes internados ou na realização de cirurgias e outros procedimentos diagnósticos e terapêuticos. Hoje, os futuros especialistas participam de 70% dos atendimentos pelo SUS, constituindo-se na grande mão-de-obra propulsora do sistema público.

A paralisação tem por objetivo a reivindicação por melhores condições de trabalho e remuneração, como por exemplo o combate à sobrecarga de trabalho. A carga horária estabelecida para os programas de residência, de 60 horas semanais, já é a maior definida em lei, mas ainda assim é frequentemente desrespeitada.

As entidades médicas de todo o Brasil reconhecem a greve nacional como legítima e estão de acordo que as reivindicações, quando atendidas, trarão benefício a toda a população.

Fonte:

Médicos Residentes de Goiás

Imprensa SIMEGO

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Os residentes rejeitaram proposta do governo federal de reajuste de 20% da bolsa-auxílio e decidiram manter a greve deflagrada na última terça-feira, dia 17. A Comissão de Nacional de Greve, coordenada pela Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), que reúne representantes de todos os estados e do Distrito Federal, tomou decisão a partir de assembleias realizadas pela categoria e por considerar o índice distante da reivindicação de 38,7% de aumento. A bolsa, hoje em R$ 1.916,45, está congelada desde 2007. A paralisação atinge mais de 80% dos 22 mil residentes que fazem a formação no País.

“A categoria mantém canal de negociação com os Ministérios da Educação e da Saúde e aguarda nova proposta. Se a oferta for adequada ao nosso pleito, voltamos imediatamente às nossas atividades”, esclareceu o presidente da ANMR, Nívio Moreira Junior, destacando que o movimento ganhará mais força com adesões de grandes hospitais em São Paulo a partir desta quinta-feira, entre eles, o Santa Marcelina, Hospital das Clínicas e Hospital do Servidor. Também ocorrerão novas assembleias no estado nesta quinta. “Esta greve já é uma das maiores da história do movimento. Lutamos pela valorização da nossa formação, que beneficiará toda a população brasileira”, projeta Moreira.

Moreira informou que comunicou a decisão à representante do MEC na Comissão Nacional de Residência Médica, Jeanne Michel, durante a tarde. A entidade formaliza, em documento a ser enviado ainda nesta quarta, a decisão ao governo federal. Sobre o impacto da paralisação para a assistência à população, o presidente da ANMR ressaltou que os residentes não atuam sozinhos, mas sempre com supervisão de outros médicos.

“As instituições de saúde devem assegurar atendimento (consultas, cirurgias e demais procedimentos) com profissionais contratados. A greve está expondo o que se tornou uma prática: usar os estudantes que fazem sua formação como mão de obra barata em vez de garantir mais médicos na assistência”. Nos serviços de urgência e emergência está sendo mantido número de 30% de residentes, acrescenta Moreira.

Nesta quarta, a categoria manteve protestos e ações junto a autoridades, com audiências com secretários estaduais de Saúde e parlamentares. No Rio Grande do Sul, residentes de Porto Alegre fizeram passeata até a Assembleia Legislativa, onde pediram apoio às reivindicações. A Comissão Nacional de Greve definirá novo calendário de ações para intensificar a mobilização.

A ANMR denuncia diversas irregularidades na condução dos programas de residência nos hospitais, como sobrecarga de trabalho e carga horária além das 60 horas semanais e falta de médicos preceptores (que fazem a supervisão dos residentes). A entidade criou o e-mail denuncia@anmr.org para receber queixas da categoria em todo o País, incluindo represálias de gestores e preceptores a quem aderiu à greve. Os relatos serão encaminhados aos órgãos competentes.

Fonte: Assessoria ANMR

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