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Posts Tagged ‘liberdade de expressão’

Bianca Abinader Gavinho é médica, tem 28 anos, é casada. Tem uma filha de 3 anos e está grávida no oitavo mês de gestação. Formada há 4 anos pela Universidade Federal do Amazonas, clínica geral, servidora concursada da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus. Desde Março de 2007 trabalha no Programa Saúde da Família, na UBSN-17, comunidade de Campo Dourado em tempo integral.

No dia 04 de janeiro, reportagem da Rádio CBN Manaus chegou, às 11:30, na unidade de Campo Dourado, procurando a Dra. Bianca pelo nome. Daí foi produzido uma reportagem de 18 minutos dos quais 10 minutos atacando a Dra Bianca Abinader.

A colega respondeu pela internet: http://sites.google.com/site/biancaabinader/

Na sexta feira, 08/01/2010, tomei conhecimento do que estava acontecendo pelo twitter. Consegui o celular de Bianca. Conversei com ela. Manifestei imediatamente a solidariedade da FENAM. Muito tranqüila, a colega reafirmou que nada tem a temer sobre sua conduta profissional. Relata que tem o apoio da comunidade que está temerosa que ela seja transferida. Me contou que, na SEMSA, foi aberto uma sindicância. Isto deixou-a mais tranqüila pois poderá, facilmente, comprovar que é uma boa servidora pública.

Desde o dia em que a reportagem foi divulgada uma corrente de solidariedade foi sendo tecida, pela internet, na comunidade, no meio médico. O Sindicato dos Médicos do Amazonas se posicionou defendendo a colega. Participou de debates no rádio. Cumpriu seu papel. Está de parabéns.

Pensei. Apenas ligar para a colega e manifestar apoio é pouco. Decidi engrossar a corrente na internet. No Twitter e nas minhas redes de amigos. Agora vou mais adiante. Vou meter, mais fundo, neste angú, a minha “colher enferrujada”. Vejam:

No dia 05/01/2010 o Jornalista Ismael Benigno Neto publica, no Observatório da Imprensa artigo intitulado “É aqui que trabalha a Dra. Bianca?”, defendendo a médica e desnudando as causas da perseguição: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=571FDS020

No dia 08/01,2010, também no Observatório da Imprensa, o Jornalista Ronaldo Tiradentes escreveu o artigo “A médica, o twitter e o jornalista” defendendo a emissora de rádio e atacando Bianca: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?msg=ok&cod=571FDS024&#c

No seu artigo, Ronaldo faz um desafio a uma amiga advogada, que defendeu a médica. O desafio foi ambos visitarem a comunidade de Campo Dourado para checar “in loco” se a Dra Bianca é ou não uma médica assídua e benquista pela população. O jornalista afirma que se retrataria caso estivesse errado. Lhe incomoda a pecha de estar sendo injusto. Diz ele que a sua amiga não aceitou o desafio. Ele não sabe o porquê.

Diante disso, no site, na área destinada a “comentários”, me manifestei topando o desafio:

Caro Jornalista,

Vc deu uma “barrigada”. Faltou checar com mais calma as fontes. Conversar com a médica “twiteira” como vc diz.

Nós médicos topamos seu desafio! Aliás, devolvemos o desafio. Vamos juntos até a comunidade da Dra. Bianca! Você está desafiado a ir lá conosco. Vc e quantos jornalistas estiverem interessados. Somos nós contra a CBN ou o mau jornalismo.

Vc tem meu e-mail. Espero seu contato.

Vamos em busca da verdade. Doa a quem doer.

Penso que aceitar este desafio é questão de honra para todos nós que defendemos a cidadania, a liberdade de imprensa, a boa medicina, o SUS e a justiça.

Vamos em busca da verdade!

O link para o artigo do Sr. Ronaldo Tiradentes esta no post. Entre lá você também. Tope o desafio. Colegas de todos os estados, de Manaus, de todo o Brasil.

Vamos mostrar que os médicos têm dignidade e merecem respeito. Vamos a Manaus.Vamos a Campo Dourado! Vamos defender Bianca Abinader. Vamos defender o bom nome de nossa profissão.

Manifeste seu apoio à colega Bianca: https://www.facebook.com/ApoioBianca

Mais informações importantes: http://oavesso.com.br/omalfazejo/umas-verdades-inconvenientes/

Fonte: Blog do Waldir Cardoso 

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Por: Taciana Giesel

Deputados Federais repudiaram o documento emitido pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça, que na última segunda-feira (09) instaurou processo administrativo e adotou medida preventiva contra as entidades médicas nacionais – Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira e FENAM) – por conta dos desdobramentos do movimento iniciado no dia 07 de abril, quando médicos de todo o país deixaram de

atender usuários de planos de saúde por 24 horas.

“Espero profundamente que esta decisão não tenha tido interferência e pressões externas de grupos interessados nesse processo.”

As manifestações de desapreço dos deputados foram feitas durante a audiência pública que debateu as relações de trabalho entre médicos e planos de saúde realizada na última terça-feira (10) na Câmara dos Deputados.

“O documento é tendencioso, miúpe e relembra os períodos mais obscuros da ditadura,” afirmou o deputado Mandetta (DEM-MS) que se ofereceu como porta-voz das entidades médicas, uma vez que o documento proíbe manifestações de médicos contra os honorários pagos pelos planos de saúde. “Se as entidades médicas estão caladas, coloco meu mandato à disposição,” continuou Mandetta que também afirmou que pedirá ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que torne sem efeito a decisão.

“O documento é lastimável, parece que nós estamos vivendo no período da ditadura militar.”

O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor (CDC), Roberto Santiago (PV-SP), chegou a questionar a publicação da medida, divulgada um dia antes da audiência pública. “Espero profundamente que esta decisão não tenha tido interferência e pressões externas de grupos interessados nesse processo.” O deputado afirmou ainda, que vai instaurar uma Proposta de Fiscalização e Controle (PFC) para investigar as operadoras de planos de saúde. “Vamos querer saber o que está acontecendo dentro dessas empresas.”

O deputado Eleuses Paiva (DEM/SP) também se manifestou. “O documento é lastimável, parece que nós estamos vivendo no período da ditadura militar. A SDE, ao invés de estar preocupada com os lucros abusivos das operadoras, está preocupada com os médicos que estão tentando reivindicar uma melhoria no setor.”

O deputado Dimas Ramalho (PPS/SP) também questionou o documento. “A medida tomada pela SDE é extemporânea, assusta pelo caráter provocativo.”

“Se um segmento profissional não tem a liberdade de trabalhar como quer e onde quer nós estamos perdidos!”

Presentes na audiência o presidente da Federação Nacional dos Médicos, Cid Carvalhaes, e o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Aloísio Tibiriça, também se manifestaram. “Ficou claro que os órgãos do Ministério da Justiça defendem os consumidores e assassinam os médicos de fome porque estão efetivamente impondo aos médicos que sustentem os lucros desabusados das operadoras e com medidas coercitivas. Se um segmento profissional não tem a liberdade de trabalhar como quer e onde quer nós estamos perdidos!”, alertou Cid Carvalhaes.

“Estamos sendo acusados de termos obrigado os médicos a aderirem ao movimento de 7 de abril. Nós estamos em uma democracia e as pessoas têm liberdade para aderirem ou não às manifestações propostas por seus órgãos de classe, esse entendimento é um equívoco e o documento um atentado à liberdade,” destacou o vice-presidente do CFM.

Ao final da audiência o presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG), apontou que as comissões que organizaram a audiência – Comissão de Defesa do Consumidor; de Seguridade Social e Família; e de Trabalho, Administração e Serviço Público, vão elaborar um documento conjunto e encaminhar ao ministro da Justiça com as preocupações dos deputados quanto ao documento da SDE.

Assista na FENAM TV a opinião dos deputados sobre o documento da SDE.

Fonte: Blog FALA MÉDICO

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