Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘entidades médicas’

Há aproximadamente 60 dias, os médicos peritos do INSS, de maneira ordeira, responsável e justa entraram em um movimento paredista que visa defender a perícia médica nos seus direitos de qualidade nas condições de trabalho, reconhecimento da responsabilidade ética e técnica do exercício profissional e qualificação da assistência aos trabalhadores e trabalhadoras desse país.

Não acredito que estejam num movimento que se encerra em si mesmo, pois, como sindicalista, não conseguiria compreendê-lo. Para mim, um movimento de greve tem explícito objetivo ver a pauta, democraticamente construída, ser atendida na sua maioria ou totalidade, não abrindo mão dos princípios para o exercício ético da profissão, da criação, manutenção, ou qualificação das condições de trabalho e do respeito e da valorização desse mesmo trabalho; objetivos não atingidos durante um processo de negociação prévia, dado pela inexistência do mesmo, ou pela intransigência patronal.

A justiça e legitimidade da greve são amplamente assumidas pelo movimento médico brasileiro com o apoio explícito de várias entidades médicas capitaneadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), pela Federação Nacional dos Médicos (FENAM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Apoio que não tem se restringido a meras cartinhas formais de quem apóia, mas não entra na luta. Apoio compromissado, indo para dentro das assembléias, oferecendo espaços e estruturas para realizações das mesmas e para o fortalecimento da luta, abrindo portas e sentando às mesas de negociações, buscando a defesa maior dos interesses da categoria.

Apoio responsável que busca a construção da unidade das entidades médicas e do movimento médico de qualquer especialidade.

Apoio que busca compreender e somar às ações dos companheiros e faz de possíveis equívocos, motivo para nos aproximarmos mais ainda para que os mesmos possam ser dirimidos.

Acredito piamente que os médicos peritos, a perícia médica brasileira e as entidades médicas brasileiras não precisam se engalfinhar na luta fratricida pelo “reconhecimento da paternidade ou da demarcação de território” para que os médicos, a instituição e a sociedade saiam fortalecidos, como resultado final dessa mobilização.

É preciso compreender que não podemos resumir esse debate à discussão da legitimidade ou legalidade da representação e, quem o faz, não tem compromisso com os médicos e a sociedade.
São duas instituições importantes na organização dos médicos peritos que precisam sair fortalecidas desse processo. Não podemos entrar no descaminho que alimenta o confronto entre a FENAM e a ANMP. Ele só interessa a quem quer dividir o movimento médico ou acha que o seu “aparecer” é mais importante que os médicos e médicas desse país. Só é justificada a entrada da FENAM  nessa seara, para fortalecer o movimento médico dos peritos e ajudá-lo a obter as vitórias que os valorizarão e também qualificará o processo de perícia médica no INSS, não para dividi-lo ou fragilizá-lo. E assim, sindicatos e FENAM, tem se posicionado.
Bons companheiros deveriam envidar esforços no sentido de buscarmos diminuição de arestas, o desaparecimento do debate belicoso entre as duas entidades que em nada contribui para o fortalecimento do movimento médico brasileiro.

Questiono profundamente os “companheiros” que se transformam nos arautos da divergência, da diferença e da desunião.
Creio ser hora de nos fortalecermos.
Hora da unidade!
Hora de construirmos as vitórias juntos.
Hora de ANMP e FENAM caminharem juntas. Na mobilização, na construção dos projetos e na conquista dos objetivos.

Read Full Post »

A nova diretoria da Federação Nacional dos Médicos, eleita no dia 19 de junho durante o Congresso da FENAM, toma posse no próximo dia 29, em Brasília. A solenidade será realizada no Centro de Convenções Brasil XXI, a partir das 20 horas.

A nova diretoria da FENAM é composta pela presidência, duas vice-presidências, 11 secretarias, oito diretorias, além do Conselho Fiscal e seis regionais, e comandará a entidade no biênio 2010/2012, priorizando, segundo afirmou o presidente eleito, lutas como a implantação da carreira de Estado para os médicos, a valorização do trabalho médico no Sistema Único de Saúde, o Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos (PCCV), a qualidade do ensino médico e a aprovação do projeto de lei que estabelece em 7 mil reais o salário mínimo profissional para a categoria.

Diretoria Fenam 2010 a 2012

Read Full Post »

Gestado por aproximadamente dois anos, coordenado por uma comissão nacional composta de representantes das três entidades médicas nacionais e representantes da sociedade civil, com uma ampla gama de buscas de conteúdo, dentro e fora da categoria, com mais de 2500 contribuições saídas das entidades médicas regionais e nacionais, sociedades de especialidades, contribuições individuais de médicos e médicas e sociedade civil organizada, três conferências nacionais de ética médica, sendo as duas últimas transmitidas via internet ( http://www.fenam.org.br) para o mundo e uma assembléia plena do Conselho Federal de Medicina culminando com a vinda oficial à luz pela publicação no Diário Oficial da União de 24 de setembro de 2009.

Nasce o novo código de ética médica com a cara da construção coletiva. Mostra que o saber coletivo dos médicos brasileiros é capaz de produzir, entre outras coisas, um grande instrumento de qualificação do exercício da medicina no Brasil e do relacionamento da categoria com a sociedade.

O novo Código de Ética Médica nasce com o “jeitão” de ser um pacto de bem relacionar, uma carta de intenção da categoria para com a sociedade brasileira possibilitando a cada cidadão e cidadã desse país ter acesso ao melhor da atenção e da assistência médica, onde a parceria entre os médicos e a sociedade é selada, na conquista desses objetivos.

O novo código de ética médica reposiciona, amplia e aprofunda os princípios éticos da medicina no Brasil. Orienta, responsabiliza e qualifica as relações entre os médicos, entre estes e os indivíduos, pacientes ou não, entre os médicos e a coletividade da qual ele faz parte. Confere condições para que o saber médico, do mais simples ao mais complexo, possa ser disponibilizado a todos de maneira não só de atender as necessidades de cada um, mas também as coletivas, respeitando os melhores valores éticos e morais produzidos por nossa sociedade.

Avança, o código, assumindo que a dimensão do exercício da medicina já transcendeu ao binômio médico-paciente assumindo outros tais como médico-trabalhadores e médico-sociedade.

Com uma grande responsabilidade, o novo Código de Ética Médica aprofunda a discussão sobre a autonomia do paciente, reconhece-a e implementa-a.

Que o trabalho médico não se exerce apenas dentro das unidades de saúde, fruto de demandas provocadas pela necessidade de tantos levando o médico a uma situação de busca ativa, a tomar atitudes, a ser pró-ativo, indo ao encontro das pessoas e da sociedade, freqüentando o chão da fábrica, o labirinto das cidades ou a extensão do campo, como o “artista que tem que ir onde o povo está” ciente de suas responsabilidades e compromisso com a transformação de sua realidade e da dos que o rodeiam. Conhece o médico pesquisador e o instiga a buscar e disponibilizar o saber com todos fazendo da pesquisa um instrumento de cidadania, explicitando e tornando conhecido o conflito de interesses bem como os objetivos da ciência sustentando o respeito à pessoa humana que conjunturalmente se apresente como objeto de pesquisa.. Assume e torna transparente toda a sua responsabilidade com o cuidar da vida e com o buscar conhecimento. Convoca, o médico, a uma atividade médica cidadã onde se possibilita atrelar ao ato de curar ou amenizar dores respeito, compromisso, companheirismo, humanidade. Ações e intervenções responsáveis junto às nossas diversas comunidades na busca da qualificação do viver de todos nós.

Um código construído na primeira pessoa do plural. Um código feito para todos nós.

Parabéns ao Conselho Federal de Medicina por ter tido a sensibilidade de fazê-lo como o fez. Parabéns à Federação Nacional dos Médicos e à Associação Médica Brasileira por não terem se furtado ao chamado assumindo o compromisso e sua parcela de responsabilidade no processo, parabéns às entidades médicas regionais e sociedades de especialidades, nacionais ou regionais, pela brilhante atuação e contribuições, parabéns a cada médico e médica, que individualmente, deram sua parcela de contribuição, parabéns a cidadãos ou entidades que nos ajudaram na construção de código de ética.

Certa feita um poeta disse que sonho que se sonha só é um sonho só, mas quando sonhamos juntos construímos nossa própria realidade. Ousamos sonhar juntos. Nasce o novo Código de Ética Médica.

reedição do post de 28 de setembro de 2009

Read Full Post »

Gripe A H1N1 – preparação para o segundo tempo

Estamos entrando na segunda fase, não necessariamente segunda onda, da Gripe A H1N1. Hora da preparação para a possível segunda onda.

Esse período tem como referência o processo de imunização das populações expostas e com risco de contrair a doença. Entra em discussão a qualidade das vacinas produzidas ou em produção e quem deverá ser imunizado.

A OMS já declarou que a produção está aquém da esperada e que, tanto acima quanto abaixo da linha do Equador, os governos deverão produzir suas preferências para definir que conjunto populacional deverá ser alvo do processo de vacinação em massa.

OMS afirma que, aparentemente, o vírus da Gripe A não sofrera mutações. Não se tornou, assim, mais perigoso que o que já conhecemos. Assim podemos afirmar que um contingente significativo de pessoas no mundo pode ser considerado imune ao vírus pela exposição que já se submeteram.

Vamos saber disso logo, logo. Inicia-se o outono e a seguir o inverno no hemisfério norte e veremos como a Gripe A H1N1 se comportara e como os governos se comportarão perante essa situação.

Novartis, CSL e laboratórios chineses falam em apenas uma dose para imunizar uma pessoa. Situação que minimiza a condição atual denunciada pela OMS dizendo que a produção atual de vacinas está aquém da esperada. Porém, ainda hoje, autoridades de saúde americanas disseram ser necessário duas doses, com intervalos de 21 dias, para imunizar as crianças pequenas, menores de 10 anos, cujas respostas imunológicas não foram tão consistentes quanto aos maiores ou adultos.

Esperamos que as decisões sejam sustentadas em critérios tecnico-científicos e não socioeconômicos.

Que nossas entidades médicas se habilitem e se manifestem. Qual será posição dos médicos brasileiros frente a essa situação?

Read Full Post »

« Newer Posts