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Cirurgiões Gerais e do Aparelho Digestivo que atuam junto ao Ipasgo paralisam cirurgias eletivas

Os médicos Cirurgiões Gerais e do Aparelho Digestivo que atuam junto ao Ipasgo decidiram em Assembléia Geral Extraordinária (AGEP), convocada pelo Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás, na noite de ontem (01/02) manter a proposta da AGEP anterior e paralisar imediantamente a realização das cirurgias eletivas. As consultas e outros procedimentos estão mantidos, assim como a realização das cirurgias abertas que configurem casos de urgência e emergência.

O movimento teve início em 01 de setembro de 2010 e desde então várias tentativas de negociação com o Ipasgo foram feitas. Entretanto, a negativa do instituto em atender as reivindicações dos credenciados culminaram no movimento de paralisação das cirurgias eletivas.

Histórico – Após a primeira AGE realizada no dia 01 de setembro foi enviado um ofício à direção do Ipasgo com as reivindicações dos médicos cirurgiões. Os profissionais reivindicam adoção da CBHPM vigente com acréscimo de 20% – estabelecido o prazo para cumprimento de 90 (noventa) dias; Inclusão de cirurgia por vídeo no rol de procedimentos – estabelecido o prazo para cumprimento de 30(trinta) dias. Não houve resposta do Ipasgo para este ofício.

Os Cirurgiões se reuniram novamente no dia 06 de outubro e deliberaram por reiterar suas reivindicações, sendo então encaminhado um novo ofício via SIMEGO, para a direção da instituição. Obtendo como resposta que seria inviável financeiramente para o instituto a adoção da tabela CBHPM, principal reivindicação dos profissionais.

No dia 21 de outubro outra AGEp foi realizada e os cirurgiões decidiram por manter o movimento conforme decisão anterior e reiterar o ofício já enviado ao Ipasgo.

Na tentativa de encontrar uma solução para as negativas do Ipasgo foi realizada a AGEP do dia 29 de novembro. Desde o dia 01 de dezembro os cirurgiões não estão realizando cirurgias videolaparoscópias e nenhum outro procedimento que não tenha cobertura do instituto. Podendo entretanto, realizar a livre negociação com o paciente para estes procedimentos sem cobertura e atender o paciente na modalidade particular (inclusive exames, internações etc).

A assessoria jurídica do SIMEGO lembra que os artigos 65 e 66 do Código de Ética Médica vedam a cobrança de complementação de honorários médicos de pacientes assistidos via de convênios, ou seja, os cirurgiões gerais, ao realizarem seus procedimentos médicos em favor de pacientes oriundos do IPASGO e até o momento em que ocorra o atendimento da pauta de reivindicações, devem recusar o atendimento via do convênio e proceder a prestação de serviços na modalidade particular, sem o recebimento de guias de autorização emitidas pelo Instituto.

Em AGEP convocada pelo SIMEGO no dia 12 de janeiro os cirurgiões decidiram por paralisar a partir do dia 01 de fevereiro de 2011 também a realização das cirurgias eletivas dos usuários deste plano de Saúde, já que as videocirurgias já estão suspensas desde o dia 01 de dezembro de 2010. Ficou definido ainda, que consultas e exames diversos serão mantidos.

A AGEP deliberou que o SIMEGO oferecerá denúncia no Conselho Regional de Medicina em desfavor daqueles que não seguirem o movimento.

Fonte: Sec. Comunicação SIMEGO

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O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) vem a público DESAGRAVAR o médico Dr. José Camilo Filho, CRM-GO 4124, que foi vítima de uma violenta agressão física durante o exercício da profissão no Hospital Municipal Modesto de Carvalho, em Itumbiara.

Manifestamos nossa solidariedade ao médico e repudiamos esse crime praticado por um policial militar, na madrugada de 15 de julho.

Exigimos que o Comando da Polícia Militar do Estado de Goiás cumpra sua função, apurando o caso e punindo o agressor, e que a Prefeitura de Itumbiara garanta a segurança dos médicos do Hospital Municipal.

O médico não pode pagar esse preço pelas mazelas do serviço público de saúde.

Dr. Salomão Rodrigues Filho
Presidente

Fonte: CRM-GO

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IPASGO

De crise em crise

Pagamento com mais de 120 dias de atraso a prestadores de serviços expõe, novamente, as falhas na assistência aos servidores estaduais; médicos apontam os problemas e sugerem soluções

CE­ZAR SAN­TOS

Na quar­ta-fei­ra, 7, a Se­cre­ta­ria da Fa­zen­da pa­gou os pres­ta­do­res de ser­vi­ços do Ins­ti­tu­to de As­sis­tên­cia dos Ser­vi­do­res Pú­bli­cos do Es­ta­do de Go­i­ás (Ipas­go). De­ta­lhe: o pa­ga­men­to foi re­fe­ren­te aos ser­vi­ços pres­ta­dos em no­vem­bro, que es­ta­vam, por­tan­to, com mais de 120 di­as de atra­so. E o pa­ga­men­to foi fei­to exa­ta­men­te no mo­men­to em que pe­lo me­nos par­te sig­ni­fi­ca­ti­va da ca­te­go­ria ame­a­ça­va sus­pen­der os ser­vi­ços.

No dia an­te­ri­or, nu­ma au­diên­cia pú­bli­ca re­a­li­za­da na As­sem­bleia Le­gis­la­ti­va, pa­ra tra­tar do pro­ble­ma, o pre­si­den­te do Con­se­lho Re­gi­o­nal de Odon­to­lo­gia de Go­i­ás (CRO-GO), An­cel­mo Ca­lix­to, ti­nha di­to que o atra­so do pa­ga­men­to do Ipas­go aos pres­ta­do­res de ser­vi­ços im­pos­si­bi­li­ta a ati­vi­da­de dos pro­fis­si­o­nais. Ele in­for­ma­va que já ti­nham si­do fei­tas as­sem­blei­as em que se dis­cu­tiu a pa­ra­li­sa­ção do aten­di­men­to ca­so o pa­ga­men­to não fos­se re­gu­la­ri­za­do.

Pa­la­vras do pre­si­den­te do CRO: “Os pro­fis­si­o­nais não con­se­guem su­por­tar es­se ônus. A úni­ca so­lu­ção, ca­so não se re­sol­va o pro­ble­ma dos atra­sos, se­rá a pa­ra­li­sa­ção do aten­di­men­to, prin­ci­pal­men­te no ca­so da odon­to­lo­gia, que além dos cus­tos de con­sul­tó­rio, fun­cio­ná­rios, ma­te­ri­ais e me­di­ca­men­tos, ain­da tem que hon­rar as des­pe­sas com os la­bo­ra­tó­rios que pro­du­zem as pró­tes­es. Des­ta ma­nei­ra nos­so úni­co ins­tru­men­to de lu­ta con­tra es­se fa­to é mes­mo a pa­ra­li­sa­ção”.

O pa­ga­men­to fei­to na quar­ta-fei­ra não es­con­de os pro­ble­mas re­cor­ren­tes no Ipas­go. Po­de-se apos­tar, sem me­do de er­rar, que no­va cri­se lo­go vi­rá, co­mo afir­ma o pre­si­den­te do Sin­di­ca­to dos Mé­di­cos de Go­i­ás (Si­me­go), Le­o­nar­do Ma­ri­a­no Reis. O mé­di­co apon­ta os prin­ci­pa­is pro­ble­mas no mo­de­lo do Ipas­go, que são a to­tal de­pen­dên­cia em re­la­ção à Se­cre­ta­ria da Fa­zen­da e o cres­cen­te au­men­to de agre­ga­dos no pla­no, o que au­men­ta os cus­tos.

Con­for­me Le­o­nar­do Reis, en­quan­to não fo­rem re­sol­vi­dos es­ses pro­ble­mas, as cri­ses na as­sis­tên­cia aos ser­vi­do­res es­ta­du­ais vão con­ti­nu­ar, ora ate­nu­a­das, ora mais for­tes. “O ser­vi­dor tem des­con­ta­do de seu sa­lá­rio o va­lor da as­sis­tên­cia, ou se­ja, ele já re­ce­be seu sa­lá­rio com o des­con­to, mas a Se­faz se­gu­ra es­se re­cur­so e não re­pas­sa aos pres­ta­do­res de ser­vi­ços. Des­sa for­ma, as cri­ses se­rão, co­mo sem­pre fo­ram, cons­tan­tes.”

O pre­si­den­te do Con­se­lho Re­gi­o­nal de Me­di­ci­na de Go­i­ás (Cre­me­go), Sa­lo­mão Ro­dri­gues Fi­lho, vai um pou­co mais fun­do na aná­li­se dos pro­ble­mas do Ipas­go, pon­tu­an­do pro­ble­mas de for­ma mais es­pe­cí­fi­ca. Se­gun­do ele, há dois di­fi­cul­ta­do­res na ques­tão da re­la­ção en­tre os mé­di­cos e o ins­ti­tu­to. Pri­mei­ro, a efe­ti­va ques­tão do atra­so no pa­ga­men­to. E ele lem­bra que o que foi pa­go na quar­ta-fei­ra pas­sa­da se re­fe­re a no­vem­bro, ou se­ja, con­ti­nua em ha­ver na­da me­nos que 90 di­as de ser­vi­ços pres­ta­dos. “Os mé­di­cos de­ve­ri­am re­ce­ber em abril os ser­vi­ços pres­ta­dos em mar­ço. No fi­nal de mar­ço, de­ve­rí­a­mos ter re­ce­bi­do os ser­vi­ços pres­ta­dos em fe­ve­rei­ro. En­tão, o Ipas­go es­tá atra­sa­do os mes­es de de­zem­bro, ja­nei­ro e fe­ve­rei­ro.”

Valores aquém

Ou­tro pon­to im­por­tan­te são os va­lo­res re­mu­ne­ra­dos. Se­gun­do Sa­lo­mão Ro­dri­gues, o Ipas­go pra­ti­ca uma ta­be­la mui­to aquém da re­a­li­da­de. “Te­mos nos ba­ti­do pa­ra que se­ja ado­ta­da a CBHPM, que é a si­gla de Clas­si­fi­ca­ção Bra­si­lei­ra Hi­e­rar­qui­za­da de Pro­ce­di­men­tos Mé­di­cos. Den­tro des­sa clas­si­fi­ca­ção, a con­sul­ta mé­di­ca ho­je, por exem­plo, va­le 54 re­ais. O Ipas­go pa­ga ape­nas 39 re­ais. E é as­sim em to­dos os pro­ce­di­men­tos, com o ins­ti­tu­to pa­gan­do bem abai­xo.”

Ou­tro pro­ble­ma, diz o pre­si­den­te do CRM, é que os mé­di­cos e hos­pi­tais re­cla­mam mui­to de uma prá­ti­ca que se tor­nou ro­ti­nei­ra, que são as glo­sas li­ne­a­res que o Ipas­go faz [re­cu­sa par­ci­al ou to­tal de uma fa­tu­ra, por con­si­de­rar sua co­bran­ça in­de­vi­da, por er­ro ou omis­são de al­gu­ma in­for­ma­ção nas fi­chas de aten­di­men­to ou pe­di­do de pa­ga­men­to]. “Com ou sem jus­ti­fi­ca­ti­va as glo­sas acon­te­cem. Uma vez fei­ta a glo­sa, o mé­di­co ou hos­pi­tal tem de fa­zer a re­ti­fi­ca­ção, e aí se vai um ano ou mais. É uma for­ma de re­du­zir ain­da mais o va­lor que tem de ser pa­go.”

Sa­lo­mão apon­ta uma me­di­da que po­de­ria fa­ci­li­tar a vi­da dos usu­á­rios, o cre­den­ci­a­men­to uni­ver­sal. “Co­mo o Ipas­go tem mais de 700 mil vi­das, não ha­ve­ria ne­ces­si­da­de de o mé­di­co se cre­den­ci­ar num pro­ces­so bu­ro­crá­ti­co co­mo tem si­do. Des­de que ele apre­sen­te sua do­cu­men­ta­ção, es­ta­ria ap­to a aten­der den­tro da es­pe­cia­li­da­de re­gis­tra­da no CRM. Is­so da­ria uma ofer­ta de op­ções mui­to mai­or aos usu­á­rios.”

A ver­da­de é que os pro­ble­mas do Ipas­go já são por de­mais co­nhe­ci­dos, pas­san­do por in­ge­rên­cias po­lí­ti­cas, usu­á­rios de­mais e ar­re­ca­da­ção de me­nos. No fi­nal de 2008, quan­do o ins­ti­tu­to ado­tou res­tri­ções no aten­di­men­to por cau­sa de uma gra­ve cri­se que es­ta­va le­van­do o ór­gão à in­sol­vên­cia fi­nan­cei­ra, o Mi­nis­té­rio Pú­bli­co en­trou com ação ci­vil (o Jor­nal Op­ção fez cer­ta­men­te a mais es­cla­re­ce­do­ra re­por­ta­gem so­bre o te­ma, as­si­na­da pe­la re­pór­ter An­dréia Ba­hia, sob o tí­tu­lo “As­sis­tên­cia ao ser­vi­dor es­ta­du­al es­tá na UTI”, edi­ção nú­me­ro 1.740, 9 a 15 de no­vem­bro de 2008. O lei­tor po­de aces­sar a re­por­ta­gem no si­te do jor­nal, link edi­ções an­te­rio­res).

Os pro­ble­mas fo­ram de­tec­ta­dos, a di­re­ção do Ipas­go cor­reu atrás de so­lu­ções, mas co­mo se vê, as cri­ses são in­ter­mi­ten­tes no ins­ti­tu­to. Pro­cu­ra­do pe­la re­por­ta­gem, o pre­si­den­te do ins­ti­tu­to, Ge­ral­do Le­mos, não pô­de aten­der por es­tar em vi­a­gem ao ex­te­ri­or.

Nas mãos do Es­ta­do

Na au­diên­cia pú­bli­ca re­a­li­za­da na As­sem­bleia, na se­ma­na pas­sa­da, pro­mo­vi­da pe­lo de­pu­ta­do es­ta­du­al Mau­ro Ru­bem (PT) pa­ra tra­tar da re­gu­la­ri­za­ção dos pa­ga­men­tos aos pres­ta­do­res de ser­vi­ço do Ipas­go, ele fa­lou uma fra­se in­te­res­san­te: “A si­tu­a­ção do Ipas­go é crí­ti­ca, es­tão sen­do fei­tos gas­tos des­ne­ces­sá­rios, com ví­ci­os da ad­mi­nis­tra­ção pú­bli­ca. Ho­je o ór­gão pos­sui uma re­cei­ta de R$ 42 mi­lhões e gas­tos de R$ 44 mi­lhões, e is­so não fe­cha. Os 700 mil usu­á­rios do pla­no e seus pres­ta­do­res de ser­vi­ço só con­se­gui­rão ter um Ipas­go sa­u­dá­vel quan­do o ór­gão sa­ir das mãos do Es­ta­do”.

Pro­cu­ra­do pe­la re­por­ta­gem, o de­pu­ta­do não re­tor­nou as li­ga­ções. Ca­so ti­ves­se fei­to, cer­ta­men­te po­de­ria ex­pli­car mais de­ta­lha­da­men­te es­sa pro­pos­ta de ti­rar da mão do Es­ta­do a ad­mi­nis­tra­ção do Ipas­go. No ca­so, es­sa ad­mi­nis­tra­ção pas­sa­ria pa­ra quem? Pa­ra os fun­cio­ná­rios? Co­mo não exis­te uma as­so­cia­ção que en­glo­be os ser­vi­do­res es­ta­du­ais, é de pre­su­mir que se­ria cri­a­da es­sa en­ti­da­de, nos mol­des dos sin­di­ca­tos exis­ten­tes.

O pe­ri­go des­sa al­ter­na­ti­va se­ria en­tre­gar o Ipas­go a uma en­ti­da­de li­ga­da aos in­te­res­ses de um ou ou­tro par­ti­do po­lí­ti­co, co­mo são os sin­di­ca­tos. Por exem­plo — pa­ra ci­tar um que fa­zia pla­teia pa­ra Mau­ro Ru­bem na au­diên­cia pú­bli­ca na As­sem­bleia —, o Sin­di­ca­to dos Tra­ba­lha­do­res do Sis­te­ma Úni­co de Sa­ú­de de Go­i­ás (Sindsaú­de), atre­la­do à Cen­tral Úni­ca dos Tra­ba­lha­do­res (CUT), en­ti­da­de a ser­vi­ço dos in­te­res­ses do PT. Ad­mi­nis­tra­do pe­lo Es­ta­do o Ipas­go já pas­sa por di­fi­cul­da­des ter­rí­veis, ima­gi­ne-se se o ór­gão fos­se ge­ren­ci­a­do por uma en­ti­da­de que é apên­di­ce de par­ti­do po­lí­ti­co.(11/04/10)

Fonte: Jornal Opção

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