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Archive for the ‘CFM’ Category

logomarca CFM“Não podemos admitir que interesses políticos subalternos, financeiros e de mercado decidam sozinhos os rumos e o futuro de um modelo enraizado na nossa Constituição e que pertence a 190 milhões de brasileiros”. Dessa forma termina o Manifesto de Belém, aprovado na plenária de encerramento do I Encontro Nacional de Conselhos de Medicina, encerrado nesta sexta-feira (8), na capital paraense. O documento, aprovado por aclamação, sai em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) “público, integral, gratuito, de qualidade e acessível a toda a população”.

Na mensagem dos médicos direcionada à Nação, os representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM) e dos 27 Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) apontam ações anunciadas pelo Governo Federal que, em sua avaliação, se implementadas podem comprometer o futuro do sistema de saúde brasileiro.

Entre as preocupações dos Conselhos de Medicina estão a possibilidade de entrada de médicos estrangeiros e de brasileiros com diplomas obtidos no exterios sem sua respectiva revalidação para atender em território nacional. As entidades consideram que essa medida fere normativas legais e põe a qualidade da assistência em situação de risco, por não permitir a aferição da competência e da capacidade desses profissionais.

“Trata-se de proposta improvisada, imediatista e midiática, que ignora as questões estruturais do trabalho médico no Sistema Único de Saúde (SUS) e também o Revalida, exame criado pelo Governo que tem avaliado com justiça a competência e a capacidade desses médicos interessados em atuar no país”, aponta o documento.

As entidades também criticaram a ausência de uma carreira de Estado para o médico, considerada a saída viável para a cobertura efetiva dos vazios assistenciais nos municípios mais distantes ou nas periferias dos grandes centros. Esta proposta, que já foi apresentada formalmente ao Ministério da Saúde, prevê que ao se criar essa carreira o Governo oferecerá ao médico uma política funcional (educação continuada, progressão funcional, remuneração adequada) e, principalmente, infraestrutura de trabalho (instalações, leitos, equipamentos, insumos, acesso à rede qualificada para encaminhar pacientes, etc).

Finalmente, os Conselhos de Medicina criticaram fortemente a possibilidade de estreitamento nas relações entre o Governo e as operadoras de planos de saúde. “A intenção de reduzir impostos, dar subsídios e destinar recursos públicos para as operadoras de planos de saúde, conforme anunciado após encontros de representantes do Governo com empresários do setor, demonstra, de forma contraditória, o favorecimento da esfera privada em detrimento da pública na prestação da assistência à saúde, cuja prática tem sido feita sob o signo do subfinanciamento público federal, principal responsável pelas dificuldades do SUS”, afirma a nota.

CONFIRA A ÍNTEGRA DO MANIFESTO LOGO ABAIXO

 

MANIFESTO DE BELÉM
 
UMA MENSAGEM DOS MÉDICOS À NAÇÃO BRASILEIRA

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e os 27 Conselhos Regionais de Medicina (CRMs), reunidos em Belém (PA), manifestam seu repúdio às ações anunciadas, recentemente, pelo Governo Federal que ferem conquistas e diretrizes constitucionais da saúde pública. As entidades alertam a sociedade brasileira para as medidas, com as quais não concordamos, que se implementadas podem comprometer o futuro do sistema de saúde brasileiro:

1)    A entrada irresponsável de médicos estrangeiros e de brasileiros com diplomas de medicina obtidos no exterior sem sua respectiva revalidação fere a norma legal, coloca a qualidade da assistência à população em situação de risco e não garante a ampliação definitiva de acesso à assistência nas áreas de difícil provimento. Trata-se de proposta improvisada, imediatista e midiática, que ignora as questões estruturais do trabalho médico no Sistema Único de Saúde (SUS) e também o Revalida, exame criado pelo Governo que tem avaliado com justiça a competência e a capacidade desses médicos interessados em atuar no país;

2)    A ausência de uma carreira de Estado para o médico do SUS, com a previsão de infraestrutura e de condições de trabalho adequadas para os profissionais, impede a presença efetiva de médicos e a melhoria do atendimento em pequenos municípios e nas periferias dos grandes centros. Somente a implementação dessa carreira trará solução eficaz para o preenchimento definitivo dos vazios assistenciais;

3)    A intenção de reduzir impostos, dar subsídios e destinar recursos públicos para as operadoras de planos de saúde, conforme anunciado após encontros de representantes do Governo com empresários do setor, demonstra, de forma contraditória, o favorecimento da esfera privada em detrimento da pública na prestação da assistência à saúde, cuja prática tem sido feita sob o signo do subfinanciamento público federal, principal responsável pelas dificuldades do SUS;

4)    Os Conselhos de Medicina defendem o SUS público, integral, gratuito, de qualidade e acessível a toda a população. Para tanto, exigimos o cumprimento de uma agenda mínima, a qual inclui a destinação de 10% da receita da União para a saúde e o aperfeiçoamento dos serviços públicos, dotando-os de infraestrutura e recursos humanos valorizados para atender de forma eficaz a população;

Conclamamos o Poder Legislativo; o Poder Judiciário; o Ministério Público; as entidades médicas e da área da saúde; os parlamentares; as universidades; a imprensa; e todos os movimentos da sociedade civil organizada a se irmanarem nesta cruzada em defesa de um sistema público de saúde de qualidade, como um dos maiores patrimônios sociais da Nação. Não podemos admitir que interesses políticos subalternos, financeiros e de mercado decidam sozinhos os rumos e o futuro de um modelo enraizado na nossa Constituição e que pertence a 190 milhões de brasileiros.

 

Belém (PA), 8 de março de 2013.

 

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM)

CONSELHOS REGIONAIS DE MEDICINA (CRMs)

Fonte: CFM

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Representante da FENAM toma posse no CNS

 

Foto: Viviana Lira

Representante da FENAM toma posse no CNS
Da esquerda para a direita: Cristiano da Matta, representando a FENAM e Waldir Cardoso, representando o CFM.

 

13/12/2012
A cerimônia de posse dos novos Conselheiros Nacionais de Saúde (CNS) foi realizada nesta quinta-feira (13), pela manhã em Brasília, no auditório do anexo I do Palácio do Planalto. Ao total foram 144 novos nomes indicados pelas suas entidades. Dentre eles, está Cristiano Gonzaga da Matta Machado, que representará a Federação Nacional dos Médicos (FENAM) no próximo triênio de 2012/2015.

Para Cristiano da Matta, presidente do sindicato dos médicos de Minas Gerais, é uma honra representar a Federação nos próximos três anos, “além de tudo, tenho agora uma tarefa árdua em conjunto com as entidades médicas, pois após uma gestão fora, conseguimos de volta a nossa representação no Conselho. O alinhamento das entidades, FENAM, CFM e AMB será primordial para fortalecer o movimento médico”.

A mesa da cerimônia foi composta pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha; Márcio Florentino, secretário executivo do CNS; Pedro Pontual, representando a presidência da república, dentre outras autoridade públicas.

Para Padilha as novas reuniões do CNS tem que ter a participação da população, mostrando a importância do Conselho “o desafio dos novos conselheiros é ter compromisso e responsabilidade com a participação da sociedade, levando a ela todas as informações pertinentes à saúde pública brasileira”, disse.

Waldir Cardoso, que é o diretor de comunicação da FENAM e também conselheiro do CFM, representará o Conselho na nova gestão. Ele afirma que seu papel será de grande responsabilidade, levando ao CNS as principais visões da saúde pública.

“Temos o compromisso de levar à sociedade brasileira a visão e a perspectiva de um futuro melhor em relação ao sistema universal de saúde, ampliando assim, a representatividade médica e do Conselho. O desafio é dar saúde e qualidade de vida para todo o país”, explicou.

Vale ressaltar que Waldir Cardoso ao longo dos anos, durante sua carreira profissional, foi também conselheiro municipal de saúde da cidade de Belém e conselheiro estadual de saúde do Pará.

Conselho Nacional de Saúde

A atribuição do CNS é deliberar, fiscalizar, acompanhar e monitorar as políticas públicas de saúde. É, também, o espaço nacional de controle social e a instância máxima de deliberação do Sistema Único de Saúde (SUS), de caráter permanente e deliberativo. Neste contexto, o exercício da função do conselheiro nacional de saúde é de relevância pública, tendo como missão defender o acesso de qualidade aos serviços de saúde.

O CNS é vinculado ao Ministério da Saúde e composto por representantes de entidades e movimentos representativos de usuários, entidades representativas de trabalhadores da saúde, governo e prestadores de serviços de saúde. Dentre as suas competências figura a aprovação e acompanhamento da execução do orçamento da saúde. É o pleno do CNS que aprova a cada quatro anos o Plano Nacional de Saúde.

E ainda, durante a tarde, a partir das 14h haverá eleição da presidência do Conselho Nacional da Saúde- CNS e da mesa diretora, no anexo do próprio CNS.

Fonte : Viviana Lira ( FENAM )

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Ato Médico é aprovado pela Comissão de Educação do Senado

 

Foto: Márcio Arruda

Ato Médico é aprovado pela Comissão de Educação do Senado
A apreciação do SCD continua na próxima terça-feira (18) na Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal.

 

12/12/2012
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou nesta quarta-feira (12), por unanimidade, o Substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei do Senado (SCD) 268/02, o qual regulamenta o exercício da medicina e estabelece as atividades privativas dos médicos. O texto ainda passará pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) para depois ir à decisão final no Plenário.

Assista na FENAM TV!

O relator da matéria na CE, senador Cássio Cunha (PSDB-PB), optou por manter o texto já aprovado anteriormente pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), atendendo à categoria médica.

Parte do texto aprovado

Os 14 itens do artigo quarto do texto aprovado definem quais são as atividades privativas dos médicos. Entre elas:
– A formulação de diagnóstico nosológico e a respectiva prescrição terapêutica;
– A indicação e execução de intervenção cirúrgica e prescrição de cuidados médicos pré e pós-operatórios;
– A indicação da execução e execução de procedimentos invasivos;
– A execução de sedução profunda, bloqueios anestésicos e anestesia geral.

O presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Geraldo Ferreira, presente na ocasião, comentou que as expectativas para continuar a votação na CAS são as mais favoráveis possíveis.

“O atual projeto, acima de tudo, traz benefícios e segurança para toda a sociedade e não altera em absolutamente nada o exercício dos outros profissionais ligado à saúde”.

O secretário de direitos humanos, discriminação e gênero da FENAM e também representante na Comissão do Ato Médico, José Roberto Murisset, completou que os médicos estão indo no caminho certo.
“Vamos fazer de tudo para que a Comissão de Assuntos Sociais vote o seu parecer ainda este ano”.

Antes da votação, houve uma audiência pública para debater mais afundo o texto. Foram convidados membros do Conselho Nacional de Educação (CNE), do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde, respectivamente, Luis Roberto Liza Curi, Amaro Henrique Lins e Miraci Mendes Astun.

A apreciação do SCD continua na próxima terça-feira (18) na Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal.

Fonte : Viviana Lira ( FENAM )

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Dr. Roberto Luis D'Ávila, (Presidente do CFM - Brasil), Dr. Eduardo Santana (Secretário de Relações Trabalhistas da FENAM - Brasil) e Dr. Paulo de Argollo Mende (Presidente do SIMERS - bRASIL)

Dr. Roberto Luis D’Ávila, (Presidente do CFM – Brasil), Dr. Eduardo Santana (Secretário de Relações Trabalhistas da FENAM – Brasil) e Dr. Paulo de Argollo Mende (Presidente do SIMERS – Brasil)

A XV Assembléia Geral Ordinária da Confederação Médica Latinoamerica e do Caribe – CONFEMEL, realizada em Bogotá, Colômbia, trouxe em suas deliberações afirmações de grande importância para o exercício ético da medicina, o compromisso com a categoria, a defesa da cidadania e dos interesses do paciente.

Ao abordar a revisão da Carta de Helsink realizada pela Associação Médica Mundial nos artigos que tratam da pesquisa em seres humanos, colocando-se frontalmente às mudanças ali propostas, as Entidades Médicas da América Latina e do Caribe reafirmam o compromisso histórico em defesa das populações menos favorecidas e a não subserviência ao capital, alí representado pela industria farmacêutica.

Por outro lado, estimulado pelo Conselho Federal de Medicina do Brasil e demais entidades médicas brasileiras aborda a questão extremamente importante das crianças desaparecidas quanto das que são exploradas sexuamente, no trabalho infantil ou usadas em guerras como soldados alé da grave questão do tráfico de órgãos e define o compromisso dos médicos e das entidades médicas filiadas com o empenho na luta contra tais bárbáries e em defesa da vida.

Por fim, reafirma a importância da unidade das entidades da região na luta pela defesa do médico, da medicina e da saúde pública de qualidade para todos os nossos povos elegendo, por unanimidade, uma diretoria que representa o conjunto das regiões latinoamericanas de caribenhas na espectativa do envolvimento coletivo de povos, entidades e paises na cosntrução de uma medicina voltada para a defesa da qualidade de vida de quem nela trabalha e dela precisa. Nela Fenam ( Dr. Eduardo Santana – Secretário Geral ), AMB ( Dr. Antonio Salomão – Suplente ) e CFM (Dr. Roberto Luis D’Ávila – Secretaria para assuntos de Bioética ) representam os médicos brasileiros e o Brasil.

Abaixo, seguem os documentos emitidos pela XV Assembléia Geral Ordinária da Confemel.

Fonte: CONFEMEL

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Representação Brasileira durante a XV Assembléia Geral Ordinária da Confemel – Confederação Médica Latinoamericana e do Caribe

No período de 21 a 23 de novembro, realizou-se a XV Assembléia Geral Ordinária da CONFEMEL, Confederação Médica Latinoamericana e do Caribe, na cidade de Bogotá, Colombia que na oportunidade renovou sua diretoria executiva par ao bienio 2012-2014. O Brasil se fez representar por diretores do Conselho Federal de Medicina (CFM), Federação Nacional dos Médicos (FENAM), QAssociação Médica Brasileira (AMB), Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (CREMEPE), Conselho Regional de Medicina de Alagoas (CREMAL), Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS), Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul ( SIMERS ) e Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (SIMEGO). Passamos a representar o Brasil na diretoria executiva da Confemel como Secretário Geral da entidade, condição que muito nos honra como brasileiro, goiano e santelenense. Logo publicaremos em nosso blog ( meduardosantana.wordpress.com ) os documentos publicados pela Confemel nessa Assembléia.

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XV Asamblea Anual Ordinaria

21, 22 Y 23 de noviembre de 2012
Bogotá (Colombia)

16 países de América Latina y el Caribe dieron inicio en el día de ayer en Bogotá las sesiones de la XV Asamblea General Ordinaria de la CONFEMEL. Durante los tres días de sesiones se analizarán cuestiones vinculadas a la estructura interna de la Confederación, el vínculo de CONFEMEL con organizaciones internacionales, temas de interés social como el de los “Niños Desaparecidos” y se procederá a la elección del nuevo Comité Ejecutivo de la Confederación.

Los anfitriones de la Federación Médica Colombiana agradecieron la presencia de los delegados de la región y del Colegio de Médicos de España y realzaron la importancia de que Colombia sea sede de esta reunión.

En la foto, de izquierda a derecha: Dr. Douglas León Natera (Presidente de CONFEMEL); Dr. Eduardo Figueredo (Secretario General); Dr. Ruben Tucci (1er Vicepresidente Institucional); Dr. Sergio Isaza Villa (Presidente de la Federación Médica Colombiana) y Sr. José Villami (Representante de la Sociedad Civil)

Dr. Roberto Luiz D’Ávila (Presidente do CFM – Brasil), Dr. Eduardo Santana ( Secretário de Relações Trabalhistas da Fenam – Brasil) e Dr. Paulo de Argollo Mendes ( Presidente do SIMERS – Brasil )

Fonte: Confemel

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*Por Paulo de Tarso Puccini

“Defendemos que haja um processo de avaliação da formação do médico no Brasil sim, mas não como o exame de ordem. O processo avaliaria continuadamente as escolas médicas, o processo pedagógico e o produto, para que o estudante tenha a melhor formação possível”

(Conselho Federal de Medicina, 4/06/2008).

“A ideia de um exame de ordem para médicos não agrada às entidades que representam os profissionais e que fiscalizam a profissão. “Temos uma posição unânime no Brasil, entre os conselhos estaduais e o Conselho Federal de Medicina (CFM). Somos contra o exame para médicos”, afirma o presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul.”
(Jornal do Comércio, 26/07/2012)

O atual grupo, eleito pelos pares, que controla a diretoria do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP), aparentemente em movimento contrário à posição do Conselho Federal de Medicina e da maioria dos Conselhos Regionais de Medicina, vem há algum tempo procurando destilar, para induzir a aceitação pública e entre estudantes de medicina, uma proposta de obrigatoriedade de realizar uma prova para que o recém-formado tenha direito a obter autorização do Conselho para exercer sua profissão. Impor tal condicionamento aos jovens médicos diplomados após 6 duros anos de estudo e em tempo integral, realizados sempre sob esforço familiar intenso e a um custo social extremamente elevado, é no mínimo um desrespeito com as pessoas.

Além de proibir que esses jovens iniciem sua atividade profissional, diante da não realização da prova – condição inicial que prepara a adoção da estratégia da reprovação como um novo vestibular –, os proponentes verdugos de tal iniciativa não planejam qualquer apoio assistido aos indivíduos ou de ações contra as instituições de ensino que foram as responsáveis em diplomar os novos médicos. Entretanto, achando-se portadores da espada de Davi, dirigida agora contra os frágeis, querem punir. De fato, eles não tem competência real para nenhuma dessas ações e por isso não tem competência e capacidade para com uma provinha de um dia, que nem sequer avalia de forma ampla habilidades práticas, fazerem um juízo dessa magnitude e repercussão para a vida de muitas pessoas e para as necessidades sociais. Estaria essa iniciativa vinculada a interesses em criar novos cursinhos para treinar jovens médicos a passar numa prova, como tem ocorrido com a prova da OAB? Não acredito, mas esta é uma consequência previsível do que aconteceria, pois se há prova-barreira tem que haver reprovação, senão ela é desnecessária, este é o axioma lógico deste tipo de avaliação.

A indústria do vestibular no Brasil, que está sendo superada com o advento do ENEM, parece tentar voltar na constituição dessas novas formas elitizadas e segmentares de exclusão, sem preocupação social efetiva, tal como essa proposição se desencaminha.

A OAB é a única entidade profissional, das centenas de profissões existentes, que conseguiu por motivos históricos óbvios impor um exame seu de ordenação de advogados, que se diz voltado para defender a sociedade de maus profissionais. Sabemos todos muito bem, o êxito prático dessa iniciativa, sem comentário. Considere-se, ainda, a natureza distinta dessas profissões segundo a qual um exame de ordem pontual e teórico para julgar médicos é no seu âmago desprovido de razão.

Assim como a falta de médicos não se resolve simplesmente com a ampliação do número de escolas médicas, uma prova de ordenação não resolve a questão da abertura indiscriminada de escolas médicas, nem é uma solução para a qualidade da assistência médica no Brasil. Há inúmeras outras soluções, como por exemplo, a ampliação e garantia da residência médica para todos os formandos, o que de fato vem sendo perseguido pelo MEC. A Associação Brasileira de Educação Médica tem contribuído com um exemplar trabalho, fomentando a constituição de um sistema de apoio ao estudante denominado Exame Progresso, integrado e articulado pelas principais Faculdades de Medicina, que acompanha o desenvolvimento do aluno de medicina desde o primeiro ano escolar.

Compromisso social não se faz submetendo a sociedade à batuta de interesses particulares e corporativos de um grupo. São as estruturas sociais e públicas da educação e da saúde que devem cuidar, em nome do cidadão, do controle, fiscalização e punição das instituições que estão diplomando erradamente. É a eles que cabe esta responsabilidade, e são eles que tem acúmulo e repertório educacional para enfrentar legal e socialmente essa questão. Não cabe a um conselho de ética profissional esse tipo de atividade em nome da sociedade, eles não tem o adequado distanciamento e isenção para tal ação em nome de todos. É preciso respeitar o âmbito e a competência de cada ente social de modo a superar os particularismos de cada grupo profissional.

Dr. Paulo de Tarso Puccini

*Médico pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), especialista em Saúde Pública pela USP e em Administração Hospitalar e de Sistemas de Saúde pela FGV/SP. Mestre em Saúde Coletiva (UNICAMP) e doutor em Saúde Pública (USP). Foi Diretor de Regional da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP) e do Instituto de Saúde da SES/SP. Foi Chefe do Departamento de Fiscalização do CREMESP. Ministrou cursos e realizou assessorias para secretarias municipais de saúde. Atualmente é médico sanitarista do Centro de Planejamento e Avaliação do DRS I da SES/SP e Consultor do Ministério da Saúde. Tem experiência nas áreas de Política, Planejamento e Administração em Saúde, Epidemiologia e Metodologia de Pesquisa em Saúde.

 

 

Fonte: Blog Saúde Brasil

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Dr. Roberto Luiz D’Ávila ( CFM-Brasil), Dr. Anibal Cruz(CCB – Bolívia), Dr. Eduardo Santana ( FENAM – Brasil ), Dr. Tomás Patricio Smith Howard (APM – Brasil) e Dr. Florentino Cardoso (AMB – Brasil)

Treze países da América Latina e do Caribe representadas por suas instituições médicas participaram nos dias 2 e 3 de

agosto da Assembleia Geral Extraordinária da Confederação Médica Latinoamericana e do Caribe (CONFEMEL), “Dr. Pedro Ortiz Cabanillas”, na cidade de Lima, no Peru.

Diretores da Federação Nacional dos Médicos (FENAM) participaram dos debates que abordaram o papel da imprensa nas organizações médicas, o cooperativismo, a seguridade social do profissional, a responsabilidade médica, a realidade das crianças desaparecidas, entre outros.

Durante o evento, como pauta inicial, aprovou-se o ingresso dos Sindicatos dos Médicos dos Estado do Pará, Alagoas, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Goiás como organizações regionais da Confederação, por unanimidade dos participantes, que se dera com grande aclamação dos representantes das entidades presentes.

O debate sobre cooperativismo como instrumento de organização do trabalho para evitar os atravessadores ou mercantilistas do trabalho médico, levou a criação de uma comissão que deverá propiciar a construção de um modelo que possa ser utilizado nos diversos países latino-americanos e do caribe de cooperativismo de crédito e de trabalho. A experiência brasileira em ambas as variedades nos levam a liderar o debate no continente.

Na questão comunicação a experiência da Federação Nacional dos Médicos ali apresentada levou a um acordo para que o “Seminário Nacional Médico-Mídia” de 2013 seja Coordenado pelas entidades médicas brasileiras e pela Confemel para que seja um Seminário Latino-americano Médico-Mídia a ser realizado no Brasil.

Dr. Ricardo Paiva ( CFM – Brasil)

Projeto em andamento pelo CFM – A busca por crianças desaparecidas – apresentando pelo Dr. Ricardo Paiva, sensibilizou o conjunto das entidades membros da Confemel levando a criação de um grupo de trabalho conjunto para a criação de uma rede internacional que possibilite ações conjuntas na defesa de crianças e adolescentes desaparecidos.

O encontro contou ainda, com a presença do Presidente da Associação Médica Mundial, Dr. José Luiz Gomes do Amaral.

Fonte: Fenam

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VII Seminário Médico/Mídia aproxima médicos e jornalistas


SIMESP

A sétima edição do Seminário Médico/Mídia, realizado pela primeira vez em São Paulo, na sede do Simesp, entre os dias 19 e 20 de abril, reuniu médicos e jornalistas de todas as regiões do país para discutir o cenário atual da comunicação e do jornalismo e a cobertura de saúde na mídia tradicional e nas novas mídias. Organizado pela Federação Nacional dos Médicos em parceria com o Conselho Federal de Medicina, tem também o papel de contribuir para estreitar o relacionamento entre médicos e imprensa.

O presidente da Fenam e do Simesp, Cid Carvalhaes, fez um balanço positivo do evento, que debateu temas pertinentes às duas profissões. E ressaltou que os trabalhos devem sempre ser pautados pela Ética. Carvalhaes aposta na continuidade do Médico/Mídia, inclusive sendo ampliado com a participação das entidades representativas dos jornalistas, entre outras.

Os jornalistas convidados puderam compartilhar com os médicos e colegas sua experiência no dia-a-dia do jornalismo. A repórter de TV, Renata Afonso, falou sobre o “compromisso com a verdade e a qualidade da informação”, que passa pela apuração detalhada e deve contar com a colaboração do entrevistado no esclarecimento das dúvidas do profissional de comunicação. Quem dividiu a mesa com Renata foi o vice-presidente do CFM, Desiré Callegari. “A verdade sempre aparece, por isso, ao sermos entrevistados, temos de ser o mais verdadeiro possível”, considerou.

A jornalista Daniela Damaso falou sobre o papel do assessor de imprensa. Para ela, um facilitador do trabalho do repórter. Já o jornalista do CFM, Paulo Henrique de Souza, define esse profissional como uma pessoa de papel estratégico dentro das instituições, trabalhando lado a lado com a diretoria e a presidência, pensando junto. “O trabalho do assessor de comunicação evoluiu e, hoje, ele também é um facilitador para a instituição que ele representa. Ele é o elo entre a instituição e a sociedade”, destacou. O jornalista Paulo Luchetti apresentou cases que mostram como a comunicação é vital para as instituições.

O professor e jornalista Wagner Belmonte trouxe uma discussão mais aprofundada sobre o papel do jornalista, da reportagem e dos conglomerados de comunicação. Para ele, regulação não é sinônimo de cerceamento. Sua apresentação, teve como ponto central a Ética do jornalista.

Sobre publicidade médica, o conselheiro do CFM, Emmanuel Fortes, apresentou as principais mudanças com a Resolução 1974/2011 do CFM. “Defendemos a honestidade da informação”, apontou o médico. E o publicitário Olavo Rocha falou sobre os desafios de trabalhar com as restrições impostas pela resolução.

Outro tema discutido foi o sigilo do paciente e o direito à informação. O presidente do Cremesp, Renato Azevedo, dividiu a mesa com o jornalista do Senado Federal Ricardo Westin. Para Azevedo, o sigilo profissional é a base para uma relação de confiança entre o médico e seu paciente, e lembrou que em apenas três situações pode haver quebra dessa confidencialidade: por motivo justo, por dever legal e por consentimento do paciente. No dia anterior o jornalista Murilo Pizzolotti, assessor de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde, havia tocado no assunto. “O silêncio também, às vezes, é uma resposta” considerou.

Fazer uma análise sobre a cobertura política em saúde e a medicina na política, foi o desafio do diretor da Fenam, Eduardo Santana, e do jornalista Renato Strauss.

Grande parte da discussão do Médico/Mídia deste ano girou em torno das novas mídias, o poder das redes sociais e a importância da convergência dessa mídias, além das implicações das consultas ao Dr. Google – tema debatido pela jornalista Fernanda Aranda e pelo diretor da Fenam, Ednaldo Lemos. A jornalista Taciana Giesel, da Fenam, discorreu sobre as principais características e impacto de cada uma das redes sociais, juntamente com o profissional de tecnologia da informação, Walder Júnior. Quem também destacou o tema foi o diretor do da Fenam, Waldir Cardoso, apresentando exemplos da força das novas mídias.

Sem negar a importância das novas mídias, o presidente da Fenam, Cid Carvalhaes, acredita que as mídias tradicionais ainda são insubstituíveis e, mais ainda, “o olho no olho, os encontros presenciais”. E que a comunicação institucional deve olhar não somente para fora, mas também investir na comunicação interna.

Fonte: SIMESP

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FENAM e CFM promovem em São Paulo o VII Seminário Nacional Médico/Mídia

Foto: Osmar Bustos

FENAM e CFM promovem em São Paulo o VII Seminário Nacional Médico/Mídia
O médico Desiré Callegari e o jornalista Murilo Pizzolotti abriram a série de palestras do Seminário Médico/Mídia. Eduardo Santana coordenou a mesa

19/04/2012
Teve início nesta quinta-feira (19) o VII Seminário Nacional Médico/Mídia, evento promovido pela Federação Nacional dos Médicos e pelo Conselho Federal de Medicina. O seminário reuniu, no auditório do Sindicato dos Médicos de São Paulo, profissionais de medicina e da mídia, que trocaram experiências sobre a ética profissional que norteia as duas áreas, a rotina das profissões, o compromisso com a verdade, novas regras sobre a publicidade médica e a importância das redes sociais.O evento foi aberto oficialmente pelo presidente da FENAM, Cid Carvalhaes, e pelo primeiro secretário do CFM, Desiré Carlos Callegari, que saudou os participantes em nome do presidente do Conselho, Roberto dÁvila.

Desiré Callegari também foi palestrante do seminário e, ao falar sobre o tema “Ética profissional – médico X mídia”, destacou a importância do respeito mútuo entre as áreas de saúde e comunicação. Para ele, a transparência nas ações e a responsabilidade social são pontos necessários para que haja uma bom canal de comunicação. O conselheiro ressaltou ainda que a relação entre médicos e jornalistas melhorou muito nos últimos tempos.

Para o coordenador da assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, Murilo Pizzolotti, que compôs a primeira mesa do seminário nesta quinta-feira, cursos de media trainning auxiliam o médico a lidar com o jornalista. “É importante se preparar para uma entrevista, saber quem é o repórter e o que será conversado”, explica. Ele disse ainda que existe um objetivo em comum entre os profissionais: a proteção à sociedade em busca da verdade.

A palestra “Profissão repórter, o compromisso com a verdade e com qualidade da informação” ficou sob a responsabilidade da jornalista Renata Afonso, repórter da Rede TV!. A profissional destacou que o médico precisa ter paciência para balizar o jornalista sobre o assunto tratado. “O jornalista precisa apurar todos os dados e entender sobre o assunto para passar a informação ao público de maneira interativa. Para isso, é preciso conhecimento e calma do entrevistado”, segundo Renata. Ela fez, ainda, um alerta aos médicos para que tenham cautela no sentido de não revelar informações que realmente não possam ser divulgadas. “Não falem nada em ‘off’ com o jornalista, pois ele pode aproveitar aquela informação para dar um furo de reportagem”, acentuou.

O debate “As novas regras para publicidade médica – Resolução CFM 1974-2011”, foi aberto pelo publicitário Olavo Rocha, da Contexto Propaganda. Ele lembrou as funções da publicidade e disse que, “além de vender, a propaganda tem como função informar, educar, entreter e, por isso, tem uma série de responsabilidades”. Para ele, a resolução do CFM veio a tempo de criar regras para que os profissionais da medicina se comuniquem de forma ética.

O conselheiro do CFM, o médico Emmanuel Fortes, explicou os motivos de se estabelecer novas regras para a publicidade médica. De acordo com ele, o objetivo foi criar critérios para nortear a propaganda na medicina. “Julgamos muitos processos e para proteger o médico e suprir a lacuna existente na legislação, assim decidimos fazer esse manual, respeitando a nossa Constituição”, esclareceu.

“Media Training para dirigentes de entidades médicas” foi a palestra da jornalista Daniela Damaso. Ela deu dicas de como o médico deve lidar com a imprensa. De acordo com Daniela, o porta-voz de uma empresa ou instituição deve ter firmeza, empatia, conhecer o assunto, passar credibilidade, saber se expressar e fornecer informações úteis. Ela explicou também como tratar a imprensa. “Os médicos devem manter contato periódico com a imprensa, levantar e divulgar todos os dados possíveis, cumprir os casos sugeridos e procurar a imprensa em caso de crise”, assinalou.

A jornalista Taciana Giesel e o profissional de Tecnologia da Informação, Walder de Miranda Júnior, desenvolveram, no fim do primeiro dia do evento, uma mini oficina web 2.0, destacando a importância das redes sociais na vida de médicos e jornalistas. “Novas tecnologias são muito importantes para conseguir atingir os objetivos no movimento médico e cabe às instituições impulsionar”, afirmou Taciana.

O seminário se deu com transmissão ao vivo pelo perfil da Fenam no Twitter, @medicinaexpress. Para acompanhar o evento, bastou utilizar a hashtag #medicomidia ou entrar diretamente no link.

Fonte : Imprensa FENAM

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